O retatrutida, medicamento experimental da Eli Lilly, apresentou maior perda de peso e redução da glicose do que o Ozempic em adultos com diabetes tipo 2, de acordo com resultados divulgados pela fabricante nesta quarta-feira (28/10). O estudo Transcend-T2D-2 comparou aplicações semanais de nove ou 12 miligramas de retatrutida com dois miligramas de Ozempic.
A perda média de peso foi de 20,1 quilos com a menor dose de retatrutida e de 21,5 quilos com a maior, enquanto o grupo tratado com Ozempic perdeu 9,5 quilos. A hemoglobina glicada caiu 2,2 pontos percentuais com retatrutida, nas duas doses, contra 1,8 ponto percentual com Ozempic.
O Ozempic foi aprovado no Brasil para o tratamento de diabetes tipo 2 em janeiro de 2019. O medicamento é usado para controlar a doença, mas também provoca perda de peso como efeito colateral. Uma dose mais alta do mesmo princípio ativo, vendida com o nome de Wegovy, é indicada para combater a obesidade. O Ozempic é utilizado de forma "off label" para emagrecimento.
Entre os efeitos adversos mais comuns da retatrutida estão diarreia, náusea, constipação e vômitos, com maior proporção de interrupções por eventos adversos nos grupos que receberam o medicamento experimental. Os efeitos colaterais da semaglutida e de outras canetas emagrecedoras incluem náuseas, vômitos, constipação e diarreia.
O retatrutida permanece sem aprovação regulatória. Segundo a empresa, os resultados completos ainda serão apresentados em congresso e publicados em revista científica com revisão por pares.