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Risco de ataque cibernético à rede elétrica ameaça agricultura e alimentação mundial

Análise aponta que operações cibernéticas sofisticadas poderiam derrubar redes elétricas e comprometer a produção de alimentos, exigindo planos alternativos de sobrevivência....

A possibilidade de agentes de inteligência artificial rebeldes causarem uma interrupção prolongada das redes elétricas tem mobilizado especialistas. Uma análise do Conselho de Relações Exteriores dos Estados Unidos e da Sociedade Americana de Engenheiros Mecânicos descreve como operações cibernéticas sofisticadas poderiam, teoricamente, atingir esse objetivo. O risco é considerado sério o suficiente para que Sam Altman, CEO da OpenAI, tenha se reunido com executivos de concessionárias de energia para discutir como evitar esse cenário.

Sem energia elétrica, a agricultura convencional entraria em colapso em uma sequência previsível. Bombas de combustível deixariam de funcionar, paralisando tratores e colheitadeiras em dias ou semanas. Gado confinado em ambientes controlados morreria com a falta de ventilação, e alimentos perecíveis estragariam rapidamente sem refrigeração. A médio prazo, sistemas de irrigação movidos a eletricidade falhariam, e a ausência de fertilizantes nitrogenados sintéticos reduziria a produtividade dos cereais de 30% a 50% devido ao esgotamento dos solos.

O processamento e a distribuição também seriam afetados. Moinhos, frigoríficos e fábricas de embalagem dependem de energia elétrica, assim como os sistemas de pagamento e transporte. As cadeias de abastecimento se romperiam, levando a produção de volta aos níveis do início do século 20. Sementes híbridas e geneticamente modificadas precisariam ser compradas novamente a cada ano, o que se tornaria inviável.

Para evitar a fome, um livro publicado há uma década por David Denkenberger e pelo autor do texto original mostrava ser possível produzir calorias suficientes para alimentar a população mundial durante uma catástrofe global. Entre as medidas estão redirecionar culturas usadas para álcool Nos Estados Unidos, que poderiam alimentar 425 milhões de pessoas por ano, reduzir o desperdício de alimentos, plantar mais leguminosas para fixar nitrogênio, extrair calorias de resíduos agrícolas, pescar com embarcações movidas a energia eólica e cultivar alimentos em quintais.

Como última linha de defesa, grupos de pesquisa desenvolveram mais de uma dúzia de maneiras de produzir calorias enquanto a agricultura convencional fosse restabelecida, como converter plástico em alimento, produzir proteína unicelular a partir de gás natural e extrair proteína de folhas. O texto foi publicado originalmente em 27 de outubro de 2026.

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