O ex-governador de Goiás e candidato à Presidência pelo PSD, Ronaldo Caiado, afirmou na quinta-feira (27.ago.2026) que a juventude brasileira não deseja mais se submeter ao modelo da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Durante uma entrevista ao TMC 360, ele descreveu o regime de trabalho atual como "arcaico" e enfatizou a necessidade de discutir novas formas de organização laboral no país.
Caiado argumentou que, em um possível governo, sua proposta incluiria a busca por um modelo de trabalho que leve em conta as transformações provocadas pela digitalização e o avanço da inteligência artificial. Para ele, a tecnologia atual permite que as pessoas possam organizar seu dia de acordo com diversas atividades, como estudo, lazer e trabalho.
"A ferramenta da digitalização e o avanço da inteligência artificial fazem com que as pessoas possam destinar parte do seu dia de acordo com aquilo que demandam, seja para o estudo, para a casa, para o lazer ou para o trabalho", declarou o candidato.
O ex-governador defendeu que a flexibilidade na organização do trabalho, já adotada em países desenvolvidos, deve ser trazida para o Brasil. Ele acredita que a possibilidade de conciliar diferentes atividades ao longo do dia deve ser uma pauta relevante nas discussões sobre o futuro do trabalho no país.
"Essa formalidade, que é uma rotina hoje em vários países desenvolvidos do mundo, eu acho que nós temos que trazê-la para o Brasil também", ressaltou Caiado. Ele também mencionou que a discussão sobre novas formas de trabalho não deve ser negligenciada no debate nacional sobre emprego.
"Esse é um tema que não pode ser excluído neste momento em que se discute trabalho no Brasil", concluiu o candidato, reforçando a importância de atualizar as normas trabalhistas para atender às demandas da nova geração.