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Roubo de alianças em SP: ouro é derretido rapidamente por criminosos

Uma Operação da Polícia Civil revelou que as alianças roubadas em São PAULO são derretidas em poucas horas após os crimes. A investigação identificou...

A Polícia Civil de São PAULO, por meio do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), está investigando um esquema de roubo e derretimento de alianças que tem se intensificado na capital paulista. A recente fase da operação Ouro Reverso, realizada na segunda-feira (24), trouxe à tona um ciclo criminoso em que o ouro das alianças é processado poucas horas após o roubo.

Os ladrões, que anteriormente se concentravam em furtos de eletrônicos, agora estão mirando as alianças, atraídos pelo alto valor e pela dificuldade de rastreamento do ouro. As abordagens são rápidas e ocorrem tanto em assaltos a pedestres quanto em invasões domiciliares, com as alianças sendo direcionadas a receptadores que, por sua vez, são responsáveis pelo derretimento das peças.

De acordo com as investigações, alguns receptadores têm a capacidade de derreter alianças menores e, com a adição de cobre, transformar o material em placas de ouro. Esse processo ocorre geralmente em estabelecimentos localizados no centro de São PAULO, especialmente nas proximidades da rua 25 de Março e da praça da Sé, áreas conhecidas por sua movimentação comercial e pelo crime.

Para evitar a detecção policial, os criminosos montam um esquema que inclui o uso de notas falsas e recibos elaborados para despistar as autoridades. O delegado Fernando David, que lidera a 3ª Delegacia de Polícia de Investigações sobre Fraudes Financeiras e Econômicas, explica que os criminosos utilizam envelopes que imitam os de joalherias, comumente usados para transporte de joias para conserto.

Em um caso recente, um assalto resultou na morte de um menino de 10 anos, que foi baleado por Gabriel Adriano Araújo, de 24 anos, durante uma tentativa de roubo. O pai da criança, um policial civil, reagiu e matou o assaltante. Araújo, que havia roubado alianças de quatro pessoas em áreas como as ruas Manoel de Sousa Azevedo e Porto de Dom Rodrigo, estava na companhia do pai e do filho no momento do crime.

A investigação revelou que Araújo portava uma mochila com sete alianças e aparelhos celulares no momento de sua abordagem. A prática de realizar roubos em sequência visa aumentar o lucro e diminuir as chances de serem interceptados pela polícia, conforme relatam as autoridades.

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