A saída de TOFFOLI da RELATORIA, que ocorreu em 12 de fevereiro de 2026, foi marcada por embates entre o ministro e a Polícia Federal. Após essa data, André Mendonça assumiu a RELATORIA do caso Master. A atuação de TOFFOLI já havia sido alvo de críticas devido à sua ligação com o resort Tayayá, que teve como acionistas membros da sua própria família. A relação foi questionada em reportagens, especialmente por conta do envolvimento de Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, que teria adquirido uma cota do resort por R$ 6,6 milhões e posteriormente investido mais R$ 20 milhões no empreendimento.
Em resposta às acusações, o gabinete de Dias TOFFOLI afirmou que ele nunca recebeu qualquer quantia de Daniel Vorcaro ou Fabiano Zettel. O ministro esclareceu que fez parte do quadro societário da empresa familiar Maridt, que tinha participação no Grupo Tayayá, mas que não mantinha qualquer relação de amizade com o investigado Vorcaro. A nota enfatizou que o ministro desconhece o gestor do Fundo Arleen e reafirmou a ausência de qualquer vínculo financeiro entre eles.
Além disso, a investigação revelou que Mendonça liberou o acesso a 53 processos relacionados ao caso Master. Outros detalhes da apuração indicam que Daniel Vorcaro teria tomado conhecimento da operação policial antes das prisões e que o Grupo de Vorcaro teria financiado viagens internacionais para funcionários do Banco Central. Também foram mencionados acessos não autorizados a processos sigilosos do Ministério Público Federal e intimidações direcionadas a desafetos do grupo.
A situação continua a se desenvolver, com a Polícia Federal aprofundando as investigações sobre as atividades do Grupo de Vorcaro e os desdobramentos da troca na RELATORIA do caso Master.