O ministro Alexandre de Moraes, integrante do STF, decidiu arquivar o inquérito que envolvia o senador Marcos do Val (sem partido-ES) e os jornalistas Oswaldo Eustáquio, Allan dos Santos e Ed Raposo. A decisão foi tomada em 4 de setembro de 2026, mas o caso foi divulgado ao público por meio de uma reportagem no dia 5 de outubro de 2026.
A investigação da Polícia Federal indiciou os mencionados pelos crimes de obstrução de Justiça e incitação ao crime. As acusações estavam relacionadas a postagens nas redes sociais que criticavam e expunham dados do delegado Fabio Shor. Contudo, a PGR concluiu que não havia evidências suficientes para comprovar uma articulação organizada para incitar crimes ou obstruir as investigações em curso.
O parecer da PGR indicou que as condutas verificadas poderiam ser classificadas como crimes contra a honra. Entretanto, uma vez que esse tipo de crime requer uma representação formal ou queixa-crime do ofendido, o processo não pôde avançar devido à ausência de manifestação do delegado. Com base na falta de provas e na inexistência de representação das partes envolvidas, Moraes seguiu integralmente a orientação do Ministério Público Federal.
Fabio Shor, Pela Polícia Federal, participou de investigações de grande repercussão na Suprema Corte, incluindo a apuração sobre a tentativa de golpe de Estado que resultou na condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro e de seus aliados. Em março de 2026, ele foi nomeado assessor no gabinete do ministro Alexandre de Moraes.
Em relação a Oswaldo Eustáquio, que se encontra foragido, sua defesa confirmou o arquivamento do processo e anunciou a intenção de solicitar a revogação do mandado de prisão, alegando a inexistência de acusações formais contra ele. Eustáquio também afirmou que está se preparando para retornar ao Brasil, caso Flávio Bolsonaro seja eleito presidente.
Entretanto, o jornalista já havia sido denunciado pela PGR em agosto de 2026, sob a acusação de associação criminosa em um caso distinto. A denúncia alega que ele participou ativamente de manifestações e atos que contestavam o resultado das eleições de 2022, utilizando redes sociais e comparecendo a eventos em frente a quartéis militares para questionar a diplomação e a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.