A 1ª Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) se reúne nesta terça-feira, 26 de maio de 2026, para deliberar sobre um recurso apresentado pela PGR (Procuradoria Geral da República). O recurso contesta uma decisão do ministro Flávio Dino, que decretou o fim da aposentadoria compulsória remunerada como a principal penalidade a ser aplicada aos juízes.
Em março, Flávio Dino já havia determinado que o CNJ (Conselho Nacional de Justiça) deve impor a perda do cargo de magistrado, acompanhada da consequente suspensão da remuneração, como a sanção mais severa para infrações disciplinares. Essa mudança implica que a aposentadoria compulsória não será mais a principal punição em casos considerados mais graves.
No recurso, a PGR argumenta que, por se tratar de uma questão de constitucionalidade relacionada à aposentadoria compulsória, o caso deveria ser analisado pelo plenário do STF. No entanto, Dino decidiu encaminhar a questão para a 1ª Turma, em vez de levá-la ao plenário.
A ação que originou a decisão do ministro envolveu um recurso de um juiz do Rio de Janeiro, que havia sido punido pelo CNJ com aposentadoria compulsória. Essa mudança na abordagem das punições tem gerado discussões sobre a eficácia e a adequação das sanções aplicadas aos magistrados no Brasil.
A expectativa é que a análise da 1ª Turma do STF possa estabelecer novos parâmetros sobre a aplicação de penas disciplinares a juízes, especialmente em situações que envolvem violações de conduta. O resultado deste julgamento pode impactar não apenas os magistrados, mas também a percepção pública sobre a accountability dentro do sistema judiciário brasileiro.