A 30ª rodada do Campeonato Brasileiro gerou uma série de críticas por parte de treinadores e jogadores, que se mostraram insatisfeitos com a arbitragem, a gestão das equipes e até mesmo as condições dos campos de treinamento. As reclamações não se limitaram apenas àqueles que saíram derrotados das partidas.
No PALMEIRAS, o técnico Abel Ferreira, após a vitória expressiva de 4 a 1 sobre o Corinthians no domingo (11), aproveitou a oportunidade para rebater críticas relacionadas à saída dos argentinos Giay e Flaco López. Ele enfatizou que, se seguisse as opiniões externas, teria dispensado os jogadores rapidamente. "Prefiro contratar um jogador inicialmente mais fraco tecnicamente, mas que tenha compromisso e caráter", afirmou Ferreira, que também pediu o apoio da torcida em todos os jogos, não apenas nos clássicos.
Em São PAULO, o técnico Dorival Júnior, após a vitória por 2 a 1 contra o Vitória no sábado (10), expressou sua preocupação com a infraestrutura do centro de treinamento do clube. Ele destacou que os três campos disponíveis não estão em boas condições, o que tem levado a improvisações nos treinos. "Na minha opinião, algumas lesões estão relacionadas a isso", disse o treinador, que vê a situação como um fator que sobrecarrega o trabalho da equipe.
Enquanto isso, o zagueiro Gabriel Paulista, do Corinthians, não hesitou em criticar a postura da diretoria do clube após a goleada sofrida para o PALMEIRAS. Com a equipe acumulando oito derrotas consecutivas e estacionada nos 32 pontos, ele questionou as contratações realizadas ao longo do ano, ressaltando a dificuldade de integração entre jogadores de diferentes nacionalidades. "Até o estrangeiro se adaptar ao futebol brasileiro, já se passaram cinco, seis meses", comentou, referindo-se às dificuldades enfrentadas pela equipe.
O Flamengo também fez suas críticas, especialmente após a confirmação da fratura do zagueiro Danilo no clássico contra o FLUMINENSE. Em uma nota oficial divulgada nesta segunda-feira (12), o clube carioca informou que já contabiliza nove fraturas entre seus jogadores em 2026, acusando a arbitragem de ser conivente com lances agressivos que resultaram nas lesões.
As queixas em relação à arbitragem, à gestão dos clubes e à infraestrutura de treinamento refletem um clima de insatisfação que permeia as equipes do Campeonato Brasileiro, à medida que a competição avança para sua fase decisiva.