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União vai recorrer de liminar que restabeleceu operação de três casas de apostas

Advocacia Geral da União contesta decisão do Tribunal Regional Federal da 3ª Região que liberou Casa de Apostas, Betsul e Jogo Online, da CDA...

A Advocacia Geral da União (AGU) anunciou que recorrerá da decisão do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3) que autorizou a retomada das operações de três plataformas de apostas on-line da empresa CDA Gaming. A liminar, assinada na terça-feira (3.nov) pela desembargadora federal Adriana Pileggi de Soveral, liberou as marcas Casa de Apostas, Betsul e Jogo Online.

Na decisão, Pileggi afastou exclusivamente para a CDA Gaming os efeitos da medida provisória 1.394/2026, editada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 25 de setembro, que proibiu a exploração, oferta, intermediação e publicidade de apostas de quota fixa no Brasil. A liminar restabelece provisoriamente a autorização da companhia para explorar apostas esportivas e jogos on-line, além de determinar a reativação dos domínios eletrônicos e dos serviços operacionais, financeiros e de pagamento.

A CDA Gaming havia obtido autorização do Ministério da Fazenda para operar no país mediante pagamento de outorga de R$ 30 milhões, com licença válida até 31 de dezembro de 2029. Ao analisar o recurso da empresa, a desembargadora considerou que a extinção antecipada da autorização, sem devolução dos valores pagos ou indenização, viola os princípios da segurança jurídica, da razoabilidade e da proporcionalidade. Pileggi classificou a medida como um "verdadeiro confisco" e questionou a presença dos requisitos constitucionais de relevância e urgência para a edição da medida provisória.

A decisão é provisória e vale apenas para a CDA Gaming. A autorização segue sujeita às exigências regulatórias e à fiscalização estatal até o julgamento definitivo do mandado de segurança ou nova deliberação judicial. A medida provisória 1.394/2026 determinou o fim das operações das plataformas a partir de 6 de outubro e a devolução dos valores depositados pelos usuários. O governo justificou a proibição pelos impactos das apostas no endividamento das famílias e na saúde pública.

No mesmo dia da decisão, o Supremo Tribunal Federal (STF) realizou audiência pública para discutir ações sobre o mercado de apostas esportivas e loterias. O ministro Luiz Fux é relator de ações que tratam da regulamentação das bets e da medida provisória que proibiu o funcionamento das empresas.

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