A associação Brasileira de Bebidas Destiladas (ABBD) estima que 1 a cada 5 garrafas de uísque ou vodca comercializadas no país é falsa. Fundada em 2021, a entidade é formada por cinco empresas globais: Bacardi Martini, Beam Suntory, Brown Forman, Diageo Brasil e Pernod Ricard. Já a Federação de Hotéis, Restaurantes e Bares do Estado de São Paulo (Fhoresp) estima que 36% das bebidas alcoólicas vendidas no Brasil sejam fraudadas, falsificadas ou contrabandeadas, com destaque para vinhos e destilados.
As entidades que representam o setor de bebidas no Brasil apontam a falta de dados oficiais e consolidados sobre o mercado ilegal de bebidas alcoólicas no país. Os números apresentados são projeções construídas a partir de tendências de mercado, informações de fontes abertas, observações empíricas e levantamentos junto a sindicatos, empresas do setor de bebidas e tabaco e à Associação Brasileira de Combate à Falsificação (ABCF).
Um estudo da Euromonitor International, empresa de análise de dados e pesquisa de mercados, encomendado pela ABBD, estima que o mercado ilegal de álcool no Brasil tenha causado um prejuízo de R$ 28 bilhões em 2024. Esse valor não se refere apenas às vendas de produtos falsificados, mas soma as perdas de arrecadação tributária, os impactos econômicos sobre empresas legais e os custos para o sistema de saúde com casos de intoxicação e internações.
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Por O Tempo