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EUA lideram importações de calçados brasileiros em julho de 2026

Os Estados Unidos foram o principal destino das exportações de calçados do Brasil em julho de 2026, com um total de US$ 15,8 milhões....

Os Estados Unidos se destacaram como o maior importador de calçados brasileiros, com um total de US$ 15,8 milhões em exportações realizadas em julho de 2026. As informações foram compiladas pela Abicalçados e pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério da Indústria.

O Brasil, por sua vez, importou US$ 30,5 milhões em calçados do Vietnã no mesmo mês, seguido pela Indonésia, que forneceu US$ 17,0 milhões, e pela Itália, com US$ 5,6 milhões. Essa dinâmica revela um desequilíbrio nas operações comerciais do setor, que registrou pela primeira vez um valor maior em importações, totalizando US$ 66,0 milhões, em comparação aos US$ 62,4 milhões em exportações.

O Rio Grande do Sul foi o estado que mais contribuiu para as exportações de calçados, enviando US$ 32,7 milhões, o que corresponde a 52,4% do total exportado pelo Brasil. Contudo, o setor enfrenta dificuldades, evidenciadas pelo fechamento de 1.740 postos de trabalho em junho, resultando em um estoque de 272.400 empregos diretos, uma queda de 4,2% em relação ao ano anterior.

A indústria de calçados está sob pressão tanto nas exportações quanto nas importações. A tarifa adicional de 37,5% imposta pelo governo de Donald Trump em julho tornou os calçados brasileiros menos competitivos no mercado norte-americano. Além disso, uma nova medida provisória assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 12 de maio zera o imposto de importação de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50.

Essa decisão gera preocupações entre os representantes do setor, já que a tributação anterior ajudava a manter a competitividade e a preservação de empregos. A Abicalçados alertou que a isenção da alíquota pode comprometer até 53.900 postos de trabalho no setor, sendo 18.700 diretos na fabricação de calçados e 13.200 indiretos na cadeia produtiva, além de 22.000 empregos decorrentes do efeito-renda.

Essas mudanças na política tributária e as tarifas de importação refletem a complexidade do mercado e os desafios que a indústria de calçados enfrenta em um cenário global cada vez mais competitivo.

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