Na manhã deste domingo (23), o sistema de pagamentos Pix enfrentou problemas operacionais, resultando em dificuldades para os usuários em realizar transações. Relatos nas redes sociais e na plataforma Downdetector indicaram que o serviço ficou temporariamente indisponível entre 6h45 e 8h45.
O Banco Central informou que sua equipe técnica detectou instabilidades nos sistemas, mas garantiu que o problema foi solucionado e o Pix já opera normalmente. A autoridade monetária esclareceu que não houve ataque cibernético, vazamento de dados ou desvio de recursos, tratando a situação como uma instabilidade pontual e não uma falha geral.
Apesar das dificuldades, alguns clientes conseguiram realizar operações durante o período de instabilidade. Um relatório detalhando a ocorrência está previsto para ser finalizado neste domingo ou na segunda-feira (24).
O Pix, que se consolidou como o principal meio de pagamento eletrônico do Brasil, movimentou R$ 35 trilhões em 2025, contabilizando quase 80 bilhões de transações ao longo do ano. Em dezembro, 148 milhões de pessoas físicas utilizaram a plataforma, representando um aumento de 5% em comparação ao ano anterior. Além disso, cerca de 13 milhões de empresas também utilizam o sistema.
A redução das verbas destinadas a investimentos e os constantes cortes no Orçamento do governo federal para o Banco Central têm impactado negativamente os projetos de atualização tecnológica do Pix, conforme apurado anteriormente.
Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, já expressou publicamente a preocupação com a falta de recursos e pessoal, ressaltando os riscos para a fiscalização do órgão e defendendo a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que visa garantir autonomia financeira ao BC. Em uma carta, servidores do Banco Central reforçaram a necessidade da PEC para preservar e fortalecer o sistema Pix.