A tensão entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e aliados, bem como com banqueiros e empresários, levou o petista a antecipar um jantar com o setor privado, programado para a próxima segunda-feira, dia 31 de agosto. A decisão foi impulsionada por descontentamentos relacionados a um evento realizado pelo senador Flávio Bolsonaro, que contou com a presença de empresários influentes.
Na noite de sexta-feira, dia 28 de agosto, a equipe de Lula enviou os convites para o que foi denominado de "megajantar". Este encontro não se limita apenas a banqueiros, mas também inclui grandes empresários, com uma lista de convidados que traz nomes como Joesley Batista e José Seripieri Filho. Entre os banqueiros convidados estão André Esteves, do BTG, Milton Maluhy Filho, do Itaú, e Luiz Carlos Trabuco, do Bradesco.
O incômodo de Lula surgiu após a realização do jantar promovido por Flávio Bolsonaro, que, segundo informações de bastidores, não foi bem recebido pelo presidente. A maior decepção de Lula, conforme relato de ministros, teria sido com Luiz Carlos Trabuco, que não apenas participou do evento de Flávio, mas também recebeu o senador na sede do banco na tarde anterior ao jantar.
Trabuco é um dos integrantes do "Conselhão" do governo Lula e tem uma relação próxima com o presidente e outros membros da administração. Ele é frequentemente convidado para conversas reservadas com Lula, o que torna sua participação no evento de Flávio ainda mais problemática.
Outro nome que gerou desconforto para o presidente foi o de Milton Maluhy Filho, também membro do Conselhão, que teria contribuído para a articulação do jantar de Flávio Bolsonaro. Essa movimentação evidencia a disputa interna pela aproximação com o setor financeiro, especialmente em um momento em que Flávio busca ampliar sua influência entre os empresários.
O jantar agendado por Lula representa uma tentativa de restabelecer laços e garantir a presença de figuras influentes do setor, em um cenário marcado por rivalidades e estratégias de aproximação no cenário político e econômico.