No dia 30 de agosto de 2026, forças dos Estados Unidos atacaram duas plataformas de lançamento de foguetes localizadas na ilha de Larak, no Irã. Esta ação marca o primeiro ataque norte-americano ao país desde o final de julho, conforme relatado por um representante do governo dos EUA.
Como resposta, o Irã lançou mísseis balísticos direcionados às bases militares King Hussein e Al Azraq, situadas na Jordânia. O governo dos EUA confirmou que o ataque foi realizado devido à atividade da Guarda Revolucionária, que estava se preparando para lançar foguetes e colocar minas marítimas no estreito de Ormuz.
Informações da agência de notícias iraniana Tasnim indicam que os EUA utilizaram um drone para realizar o ataque na ilha. A Guarda Revolucionária do Irã afirmou que a ofensiva resultou em mortos e feridos entre soldados e civis.
O presidente dos EUA, Donald Trump, associado ao Partido Republicano, utilizou sua conta na rede social Truth Social para afirmar que o centro energético da Ilha de Kharg estava sendo “reduzido a escombros”. Ele também compartilhou um vídeo gerado por inteligência artificial que retrata explosões na região.
Até o momento, a Casa Branca e o Departamento de Defesa dos EUA não divulgaram comentários oficiais sobre o ocorrido. Em contrapartida, Hamid Bovard, CEO da Companhia Nacional de Petróleo Iraniana, declarou que as operações na Ilha de Kharg, responsável por 90% das exportações de petróleo do Irã, continuam inalteradas, desmentindo as afirmações do presidente norte-americano.
Em declarações feitas na segunda-feira, 31 de agosto, Bovard considerou as postagens de Trump como “ridículas” e garantiu que, apesar dos ataques anteriores, os trabalhadores do setor petrolífero não interromperam suas atividades. Ele acrescentou que estão em andamento esforços de reconstrução e modernização das instalações da ilha.