RENT3: R$ 43,60 ▼ 2,29%
IBOVESPA: 179.639,91pts ▼ 0,43%
VALE3: R$ 76,99 ▼ 2,49%
ITUB4: R$ 42,05 ▼ 1,55%
PETR4: R$ 47,05 ▲ 1,44%
B3SA3: R$ -- --
USD: R$ -- --
EUR: R$ -- --

Ministro salvadorenho aponta EUA como responsáveis pela imigração de gangues

Gustavo Villatoro, ministro da Segurança Pública e Justiça de El Salvador, afirmou que gangues como a Mara Salvatrucha foram 'exportadas' pelos Estados Unidos após...

Gustavo Villatoro, ministro da Segurança Pública e Justiça de El Salvador, afirmou nesta segunda-feira (31 de agosto de 2026) que os Estados Unidos têm uma responsabilidade direta na criação de gangues como a Mara Salvatrucha (MS-13) e o Barrio 18 no país. Ele destacou que essas organizações criminosas não se originaram em El Salvador, mas chegaram ao território salvadorenho após a deportação de salvadorenhos pelos EUA na sequência da guerra civil, que ocorreu entre 1979 e 1992.

Durante uma conferência sobre Segurança Pública realizada pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Villatoro explicou que, na década de 1990, os salvadorenhos não tinham conhecimento sobre a existência de gangues. Ele comentou que a deportação foi uma forma de os EUA responderem ao término do conflito: “Já assinaram a paz, então mandem de volta tudo isso que veio por causa do problema”, disse o ministro.

A participação de Villatoro ocorreu um dia após um encontro com Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência, que se inspirou na abordagem de El Salvador para desenvolver um plano de combate ao crime organizado. O ministro também fez um histórico sobre a evolução da criminalidade no país, caracterizando a guerra civil como um conflito imposto por “duas grandes potências covardes”, que utilizaram El Salvador como um palco para suas disputas, sem considerar os interesses dos salvadorenhos.

Ele argumentou que o acordo que pôs fim à guerra impôs um regime de “perdão e esquecimento”, o que dificultou o processamento de criminosos de guerra. Villatoro comparou essa situação à criação de tribunais na Europa após outros conflitos, onde os responsáveis pelos crimes foram julgados. Ele mencionou ainda três mudanças legislativas dos anos 1990 que impactaram a legislação sobre menores infratores.

Além disso, o ministro criticou o novo Código Penal, que foi aprovado em 1997 e entrou em vigor em 1998, assim como o Código Processual Penal, aprovado em 1996. Villatoro descreveu essas legislações como “nefastas” e inadequadas para lidar com organizações criminosas estruturadas.

Villatoro também abordou o regime de exceção adotado pelo governo do presidente Nayib Bukele, do partido Nuevas Ideas, afirmando que essa medida não deve ser vista como uma solução isolada, mas sim como uma ferramenta constitucional necessária para combater o que chamou de “Estado criminal paralelo”. Ele enfatizou que um regime de exceção é uma declaração de guerra contra esse estado criminoso, sem promessas de soluções mágicas.

Siga-nos em nossas redes sociais FacebookTwitter e Instagram. Você também pode ajudar a fazer o nosso Blog, nos enviando sugestão de pauta, fotos e vídeos para nossa a redação do Blog do Silva Lima por e-mail blogdosilvalima@gmail.com ou WhatsApp (87) 9 9155-5555.