Durante sessão no Plenário na última segunda-feira, 31 de agosto de 2026, o senador Hermes Klann, do PL de Santa Catarina, manifestou seu posicionamento contrário a duas propostas em análise no Senado: a PEC 221/2019, que visa acabar com a escala de trabalho 6×1, e a MP 1.357/2026, que eliminou a taxa de Imposto de Importação para compras de até US$ 50.
Klann se declarou favorável à ampliação do tempo de descanso para os trabalhadores, mas enfatizou que quaisquer mudanças nas jornadas devem ser discutidas e acordadas por meio de negociações diretas entre empregadores e empregados, em vez de serem impostas por legislações. "Sou contra transformar uma discussão legítima em uma solução única", afirmou o senador, destacando a importância do diálogo.
O senador argumentou que cada setor apresenta realidades distintas, e uma solução que funcione para uma indústria pode não ser adequada para um restaurante, por exemplo. Ele defendeu que o modelo de jornada de trabalho deve ser decidido coletivamente, respeitando as particularidades de cada área.
Além disso, Klann alertou que a redução da jornada de trabalho poderia resultar em um aumento no custo da hora trabalhada, o que, por sua vez, elevaria os custos de produção. Esse fenômeno, conforme suas considerações, poderia levar a cortes de investimentos e ao aumento de preços, afetando o poder de compra dos trabalhadores.
Em relação à MP 1.357/2026, que isentou o Imposto de Importação para compras de até US$ 50, Klann enfatizou a necessidade de avaliar as repercussões dessa medida sobre comerciantes, indústrias e o mercado de trabalho no Brasil. Ele ressaltou que seu objetivo não é proteger os empresários brasileiros da concorrência, mas sim garantir que essa concorrência seja justa.
"Não podemos olhar apenas para o preço da blusinha. Precisamos considerar os empregos que existem por trás desse produto", concluiu o senador, evidenciando a importância de uma análise mais ampla das políticas que afetam a economia e o mercado de trabalho no país.