Um estudo realizado pelo Reglab, que faz parte do Centro de Estratégia e Regulação, revelou que as instituições financeiras digitais (IFDs) foram responsáveis por uma adição significativa de R$ 1,6 trilhão ao Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil, considerando o período de 2016 até o primeiro trimestre de 2026.
Durante o Zetta Summit, que ocorreu em Brasília no dia 1º de setembro de 2026, Thais Palanca, pesquisadora do Reglab, destacou a importância de observar como o governo irá posicionar-se em relação às IFDs. A especialista enfatizou que o incentivo do governo é crucial para que a contribuição dessas instituições ao PIB continue a se expandir.
Thais Palanca explicou que o objetivo do estudo foi realizar uma análise macroeconômica sobre a evolução das IFDs ao longo da última década no Brasil, refletindo sobre o impacto que essas entidades têm na economia nacional.
O Zetta Summit, evento de sua 1ª edição, trouxe à tona discussões entre CEOs, autoridades, reguladores, investidores e especialistas sobre os desafios e as oportunidades que definirão a próxima década no setor de inovação financeira no Brasil. O encontro visa fomentar o diálogo sobre as tendências e regulamentações que afetarão o futuro das fintechs.
Entre os convidados do evento estavam personalidades como Roberto Campos Neto, ex-presidente do Banco Central (BC), Ailton de Aquino, atual diretor do BC, Rogério Ceron, que ocupa o cargo de secretário-executivo do Ministério da Fazenda, e Guilherme Mello, secretário-executivo do Ministério do Planejamento e Orçamento. Esses especialistas trouxeram suas perspectivas sobre o futuro das instituições financeiras digitais e o papel do governo nesse contexto.
O Zetta Summit também ofereceu a oportunidade de assistir a painéis que abordaram diversos temas relacionados à inovação financeira, permitindo um intercâmbio de ideias e experiências entre os diversos atores do setor.