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Homem é preso por monitorar polícia com drone a serviço do tráfico na Baixada Fluminense

Um homem foi detido em Duque de Caxias por operar drone a mando do tráfico, recebendo R$ 1.200 mensais. Ele monitorava policiais e rivais...

Um homem foi preso na última segunda-feira (31) em Duque de Caxias, localizado na Baixada Fluminense, após confessar que operava um drone a serviço do tráfico de drogas. O suspeito relatou que sua função era monitorar a movimentação de policiais e de criminosos rivais na área do bairro Pantanal. Ele recebia a quantia de R$ 1.200 por mês para desempenhar essa atividade a mando de um chefe do tráfico conhecido como Flamengo, identificado como uma das lideranças do Terceiro Comando Puro (TCP) na região.

A detenção foi realizada por equipes do Serviço Reservado do 15º Batalhão de Polícia Militar (BPM) de Duque de Caxias, que realizavam monitoramento na área, onde ocorrem frequentes disputas territoriais entre facções criminosas. O homem foi abordado nas proximidades da rua Maria Fernandes enquanto pilotava o drone, que possuía gravações de monitoramento de viaturas policiais.

O suspeito e o drone foram levados até a 60ª Delegacia de Polícia (Campos Elíseos), onde o caso foi devidamente registrado. A Polícia Civil agora investiga a atuação do preso e o uso do equipamento pelo grupo criminoso. Ele será assistido pela Defensoria Pública durante a audiência de custódia, que ainda não ocorreu.

A Polícia Militar, em nota, destacou que a apreensão do drone ilustra como grupos criminosos têm adotado novas tecnologias como ferramentas de vigilância e para obter informações estratégicas. O uso de DRONES, segundo a corporação, pode aumentar a capacidade de monitoramento em áreas disputadas e possibilitar o acompanhamento das movimentações das forças de segurança e de grupos rivais.

Além disso, um levantamento realizado pela Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) da Polícia Civil do Rio de JANEIRO revelou que ruas e vielas do Complexo do Alemão estão sendo cobertas por estruturas que visam dificultar o monitoramento por DRONES. A análise comparativa entre imagens de satélite de novembro de 2025 e registros aéreos de fevereiro de 2026 indica que, em um intervalo de 84 dias, ruas que eram visíveis passaram a ser encobertas por telhados, e um antigo estacionamento recebeu cobertura, além da adição de uma piscina em uma laje.

Os investigadores afirmam que esses telhados servem como proteção contra ataques realizados por DRONES de facções rivais, mas também dificultam o trabalho de monitoramento realizado pela polícia. O uso de DRONES por facções criminosas é monitorado desde 2017, quando a corporação identificou que Peixão adquiriu esses equipamentos com o intuito de vigiar rivais e agentes públicos.

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