O número de pedidos de impeachment direcionados ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), chegou a 55 no Senado desde o ano de 2021. Durante esse período, os membros da Corte foram alvo de 109 ações desse tipo.
Na terça-feira, dia 1º de setembro de 2026, duas novas petições foram protocoladas, após o ministro André Mendonça ter levantado o sigilo de um relatório da Polícia Federal que revela detalhes sobre a relação de Moraes com Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master.
A contagem dos pedidos foi iniciada em 4 de janeiro de 2021. Neste dia, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que ocupava seu primeiro mandato na presidência, arquivou todos os pedidos de impeachment que estavam em trâmite na Casa, direcionados a ministros do STF.
Alexandre de Moraes lidera a lista de alvos, seguido por Gilmar Mendes, que possui 15 pedidos, Dias Toffoli, com 12, e Flávio Dino, que acumula 8. Todos os 10 ministros que compõem o Tribunal atualmente foram alvo de pelo menos uma solicitação de impeachment. As novas ações apresentadas na terça-feira ainda não estão registradas no sistema do Senado.
Em declaração, Alcolumbre mencionou que o número de pedidos de impeachment na Casa “não é normal”, mas não respondeu se irá avançar com algum dos processos.
Sobre o funcionamento do impeachment, não existe previsão constitucional específica para o impeachment de ministros do STF. A Constituição determina que cabe ao Senado processar e julgar ministros do Tribunal por crime de responsabilidade. Qualquer cidadão pode protocolar uma denúncia contra um membro do STF, que é classificada como “PET” (Petição) quando apresentada no Senado.