A Comissão de Relações Exteriores (CRE) aprovou, na última quarta-feira, 2 de setembro de 2026, a nomeação do diplomata Pedro Marcos de Castro Saldanha para o cargo de delegado permanente do Brasil na Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). A aprovação ocorreu com 10 votos a favor e sem nenhum voto contrário, mas a proposta ainda depende da validação pelo Plenário do Senado.
O relator da indicação, o senador Nelsinho Trad, do PSD de Mato Grosso do Sul, fez um destaque para a importância da relação do Brasil com a Unesco, especialmente no que se refere ao reconhecimento de patrimônios mundiais. Trad mencionou que o Brasil possui atualmente 25 locais reconhecidos pela Unesco, sendo 15 de natureza cultural, 9 de natureza natural e 1 que abrange cultura e biodiversidade. Entre esses locais, a cidade de Brasília se destaca como a maior área tombada do mundo.
Trad ressaltou que a Unesco tem como missão fundamental promover a paz por meio da cooperação entre nações em áreas como cultura, educação e ciência. A indicação de Saldanha também é vista como uma continuidade do trabalho em prol da candidatura de novos locais brasileiros a patrimônio mundial, uma ação que pode trazer benefícios significativos para o turismo, a cooperação científica e a utilização sustentável dos recursos naturais.
Saldanha, formado em Direito pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), ingressou na carreira diplomática em 1997 e já exerceu funções em diferentes países, como na Haia, em Washington e em Paris. Desde 2023, ele ocupa o cargo de chefe de gabinete na Secretaria-Geral das Relações Exteriores. Na Unesco, Saldanha substituirá a diplomata Paula Alves de Souza.
O diplomata enfatizou a importância do Brasil nas discussões Na Unesco, mencionando que o país, como membro fundador da organização, tem sido continuamente eleito para o Conselho Executivo. Saldanha destacou que a diversidade cultural do Brasil o posiciona como um potencial mediador em crises internacionais, contribuindo para a promoção da imagem de um país moderno e comprometido com o desenvolvimento sustentável.
Além disso, Saldanha lembrou que a Unesco foi responsável pela elaboração do primeiro documento que define padrões éticos para a Inteligência Artificial, publicado em 2021. A organização conta atualmente com 194 países membros e tem sua sede em Paris, na França, além de manter mais de 50 escritórios espalhados pelo mundo.