RENT3: R$ 43,60 ▼ 2,29%
IBOVESPA: 179.639,91pts ▼ 0,43%
VALE3: R$ 76,99 ▼ 2,49%
ITUB4: R$ 42,05 ▼ 1,55%
PETR4: R$ 47,05 ▲ 1,44%
B3SA3: R$ -- --
USD: R$ -- --
EUR: R$ -- --

Greve de professores nas escolas particulares do Rio dura 24 horas

Professores de escolas particulares do Rio de Janeiro realizam greve de 24 horas em busca de melhores condições de trabalho e reajuste salarial, segundo...

Professores de escolas particulares do Município do Rio de Janeiro e Região paralisaram suas atividades por 24 horas, em uma greve que foi aprovada em assembleia do Sindicato dos Professores do Município do Rio de Janeiro e Região (Sinpro-Rio), realizada no último sábado (29). A decisão veio após diversas rodadas de negociação que não resultaram em acordo.

Entre as principais reivindicações dos professores estão o pagamento da hora-atividade, que se refere ao trabalho realizado fora da sala de aula em atividades pedagógicas, a gratificação pelo aprimoramento acadêmico, a equiparação salarial entre os profissionais da educação infantil, do ensino fundamental e do ensino médio, além de um reajuste salarial de pelo menos 5,5%.

Fábio Conde, diretor jurídico do Sinpro-Rio, destacou a defasagem salarial dos profissionais, especialmente após o aumento das demandas de trabalho fora das salas de aula, que se intensificou durante a pandemia. Ele mencionou que os professores estão enfrentando um aumento significativo nas horas dedicadas ao trabalho virtual e à adaptação de materiais, sem a devida compensação financeira.

"A gente vem solicitando que o patronato aceite que a gente inclua uma cláusula para remuneração por essa hora-atividade fora de sala de aula, porque o professor tem trabalhado demais sem receber nada", afirmou Conde. Ele também enfatizou a carga de trabalho excessiva enfrentada pelos docentes, que, segundo ele, estão na chamada escala 7 por 0, ou seja, trabalhando todos os dias sem intervalos, enfrentando uma série de tarefas, como correção de trabalhos e preparação de aulas.

A situação de saúde mental dos professores também foi abordada, com Conde ressaltando que um número significativo deles está se afastando por questões relacionadas ao estresse e à sobrecarga de trabalho. Ele alertou que a quantidade de afastamentos por problemas mentais está crescendo.

A Agência Brasil tentou contato com o Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino no Rio de Janeiro (SinepeRio) para obter uma posição sobre a greve, mas a entidade optou por não se manifestar no momento.

Siga-nos em nossas redes sociais FacebookTwitter e Instagram. Você também pode ajudar a fazer o nosso Blog, nos enviando sugestão de pauta, fotos e vídeos para nossa a redação do Blog do Silva Lima por e-mail blogdosilvalima@gmail.com ou WhatsApp (87) 9 9155-5555.