Na tarde de segunda-feira, 31 de agosto, o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, do MDB, reuniu subprefeitos para direcioná-los a uma mobilização em apoio à campanha do presidenciável Flávio Bolsonaro, do PL, e do governador Tarcísio de Freitas, do Republicanos. A reunião teve a presença do senador Rogério Marinho, coordenador da campanha de Flávio, que enfatizou a importância da participação dos subprefeitos na mobilização.
Marinho destacou que no dia 7 de setembro, durante o Dia da Independência, ocorrerá um grande evento na Avenida Paulista, que será um marco para a campanha. "Esse evento mostrará nosso time para o estado de São Paulo e para o Brasil. Vamos ocupar a Avenida Paulista, que servirá como vitrine e fotografia para o país. É fundamental trazer amigos para fazermos um grande evento nesse dia", afirmou o senador ao lado de Tarcísio e Nunes.
Além disso, na mesma segunda-feira, um vídeo com figuras proeminentes da direita, incluindo Nikolas Ferreira, Michelle Bolsonaro e Tarcísio, começou a circular convocando a população para um ato na Avenida Paulista na tarde de 7 de setembro. O vídeo, no entanto, não menciona que se trata de um ato em apoio à campanha de Flávio e não apresenta qualquer selo que o vincule oficialmente à campanha.
Os vídeos de convocação apresentam a manifestação como uma mobilização contra o governo federal, abordando temas como custo de vida, juros, corrupção e alegações de perseguição política, além de pedirem uma mudança no comando do país.
A Polícia Militar informou que quatro grupos se concentrarão na Avenida Paulista entre 10h e 20h e que já realizou reuniões de planejamento envolvendo batalhões da área, órgãos de trânsito e transporte, além de lideranças de movimentos que manifestaram intenção de realizar atos no dia 7 de setembro. Contudo, não foram especificados quais são esses grupos.
Informações apuradas indicam que um desses grupos é o Partido Liberal, que apoia Flávio Bolsonaro. A prefeitura de São Paulo foi contatada na tarde de terça-feira, 2 de setembro, a respeito da autorização para o comício na Avenida Paulista, mas não havia respondido até a noite de quarta-feira, 3 de setembro. Além disso, não houve comentário sobre o pedido de mobilização feito aos subprefeitos.