No dia 4 de setembro de 2026, faltando 30 dias para as eleições gerais, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) realizou a cerimônia de assinatura digital e lacração dos sistemas eletrônicos que serão utilizados no pleito. Esse procedimento marca o encerramento da etapa de desenvolvimento dos programas, assegurando que os sistemas instalados nas urnas correspondam às versões que foram examinadas, testadas e aprovadas previamente à votação.
A cerimônia contou com a presença de Representantes da Justiça Eleitoral, da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), do Ministério Público e da Polícia Federal, todos enfatizando a importância da integridade e transparência do processo eleitoral no Brasil. O presidente do TSE, ministro Nunes Marques, destacou que essa medida é essencial para garantir a segurança, a transparência e a possibilidade de auditoria do sistema eletrônico ao longo de todo o processo eleitoral.
Nunes Marques ressaltou que a segurança do processo eleitoral é resultado da combinação de múltiplas camadas de proteção, controles independentes e procedimentos rigorosos, além da ampla possibilidade de fiscalização. Ele também afirmou que a Justiça Eleitoral permanece aberta ao acompanhamento público e institucional em todas as etapas de preparação do voto eletrônico, o que fortalece a confiança no sistema eleitoral.
O ministro enfatizou que a Justiça Eleitoral se compromete a assegurar que cada cidadão tenha a oportunidade de definir, por meio do voto, os rumos do país. O primeiro turno das eleições está agendado para o dia 4 de outubro, enquanto o segundo turno, se necessário, será realizado em 25 de outubro. Nunes Marques garantiu que a Justiça não interfere na escolha popular e que sua missão é cumprir a Constituição, garantindo a vontade soberana do povo brasileiro.
Júlio Valente, secretário de Tecnologia da Informação do TSE, explicou que a cerimônia finalizou um trabalho que se iniciou logo após as eleições municipais. Ele destacou que a assinatura e lacração dos sistemas impedem alterações unilaterais por qualquer instituição, garantindo uma camada adicional de segurança para o processo eleitoral.
Diversos sistemas foram assinados e lacrados digitalmente durante a cerimônia, incluindo aqueles responsáveis pelo funcionamento das urnas, pelo registro e pela transmissão dos Boletins, além dos que cuidam da organização e totalização dos resultados, e pela segurança e criptografia das informações.