Uma pesquisa de boca de urna divulgada após as eleições realizadas no domingo (6/8) em Saxônia-Anhalt, na Alemanha, indica uma potencial vitória do partido de extrema direita Alternativa para a Alemanha (AfD). Os dados preliminares apontam que a AfD receberia 44,5% dos votos, enquanto a União Democrata Cristã (CDU), partido do chanceler Friedrich Merz, ficaria com 18,5%.
Embora os resultados sejam promissores para a AfD, ainda não é possível confirmar a eleição do candidato a governador Ulrich Siegmund, de 35 anos. O resultado da votação também inclui a escolha dos representantes para o Parlamento local, o que requer uma maioria para garantir a efetivação da eleição estadual.
Se a boca de urna se concretizar, essa será a primeira vez que um partido de extrema direita retorna ao poder na Alemanha desde o fim da Segunda Guerra Mundial, em 1945. A eleição em Saxônia-Anhalt, que conta com aproximadamente 2,1 milhões de habitantes, é considerada um teste importante para o governo alemão, especialmente porque a AfD é rotulada como “extremista” pelo serviço de inteligência interna do país, um rótulo que Siegmund contesta.
Ulrich Siegmund ganhou notoriedade nas redes sociais e entre os eleitores ao criticar a imigração e propor um sistema de nacionalidade estritamente nacional, além de direcionar ataques à imprensa.
A situação política em Saxônia-Anhalt reflete um contexto mais amplo de polarização na sociedade alemã, evidenciada pelo crescimento da AfD em um estado onde questões como imigração e identidade nacional têm gerado debates acalorados. A possibilidade de um partido de extrema direita no governo levanta preocupações sobre os rumos da política no país e as repercussões para a democracia na Alemanha.