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Situação alarmante na proteção às mulheres em 106 MUNICÍPIOS de Pernambuco, aponta TCE-PE

Um levantamento do Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco revela que 106 dos 184 MUNICÍPIOS estão em situação crítica na proteção das mulheres....

Um estudo realizado pelo Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE) revelou que 106 dos 184 MUNICÍPIOS pernambucanos enfrentam uma situação crítica em relação à proteção das mulheres. O levantamento foi discutido em uma audiência pública promovida pela Comissão da Mulher na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) nesta quarta-feira (2).

O levantamento, intitulado Levantamento das Políticas Municipais de Enfrentamento à Violência Contra a Mulher, foi elaborado com base em um questionário enviado a todas as prefeituras do estado, visando avaliar o Índice de Comprometimento Municipal (ICM) de Proteção à Mulher. Foram considerados 31 parâmetros, como a presença de um Organismo de Política para Mulheres (OPM) e a alocação de orçamento específico no Plano Plurianual para o combate à violência.

Os resultados variam entre os níveis “avançado”, que indica uma rede ideal de atendimento, e “crítico”, que denota a falta de estruturas básicas para suporte. Apenas quatro MUNICÍPIOS obtiveram a melhor classificação, denominada “aprimorado”, incluindo Caruaru e Garanhuns, além de Toritama e a capital, Recife, que possuem equipamentos especializados, embora com lacunas na cobertura.

Tassylla Lins, gerente de Fiscalização da Cultura e Cidadania do TCE-PE, enfatizou a importância da pesquisa como uma ferramenta para gestores e cidadãos, permitindo a monitorização do acesso à rede de proteção. "Espero que essa ferramenta consiga auxiliar gestores na formalização de políticas de proteção à mulher," afirmou.

A secretária executiva da Mulher em Pernambuco, Walkíria Alves, apresentou números relevantes sobre a gestão do último ano, informando que foram investidos R$ 76 milhões em políticas para mulheres, com mais de 42 mil boletins de ocorrência registrados. Além disso, mencionou que 26 mulheres foram vítimas de agressão e cinco delas tinham medidas protetivas em vigor. Ela destacou a necessidade de compreender as falhas no atendimento da rede de proteção.

A deputada Delegada Gleide Ângelo, presidente da Comissão da Mulher, chamou a atenção para a carência de investimentos na proteção às mulheres em nível municipal. "O relatório mostra que 99% das cidades possuem um organismo para mulheres, mas apenas 2% têm um plano municipal voltado para essa população. Somente 15% das prefeituras alocam orçamento para essa questão," ressaltou a parlamentar, enfatizando a urgência de fiscalizar e garantir que a vida das mulheres seja tratada como prioridade.

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