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Julgamento de mulher envolvida em tentativa de homicídio acontece nesta terça-feira

Ana Cláudia Gomes Anunciato, de 27 anos, é acusada de participar da agressão a Lucas da Silva Santos em 2019 e de corrupção de...

Ana Cláudia Gomes Anunciato, de 27 anos, será julgada a partir das 9h desta terça-feira (15/9) pelo Tribunal do Júri de Brasília. Ela é suspeita de envolvimento em uma tentativa de homicídio que ocorreu em junho de 2019 no Setor Santa Luzia, na Cidade Estrutural, e também responde por corrupção de menores.

A denúncia do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) aponta que Ana Cláudia, juntamente com outros acusados, espancou Lucas da Silva Santos, de 24 anos, após suspeitarem que ele e um amigo teriam ateado fogo no barraco onde a ré residia. O episódio violento ocorreu na noite de 16 de junho de 2019, quando Ana Cláudia, Danilo Gomes Anunciato e Letícia Santos, com o auxílio de dois adolescentes, teriam agredido Lucas com socos, chutes e pauladas, além de desferirem um golpe de arma branca contra ele.

Conforme a acusação, Ezequiel Soares de Jesus também era alvo do grupo, mas conseguiu escapar da agressão. Três dias depois, ele foi novamente atacado, desta vez por Danilo Gomes Anunciato e Pedro Henrique Ferreira dos Santos, que, com a ajuda de um adolescente, efetuaram disparos de arma de fogo contra ele. Ezequiel foi atingido, mas sobreviveu após receber atendimento médico.

Ana Cláudia não é acusada de participar da tentativa de homicídio contra Ezequiel. As acusações contra ela se restringem à agressão a Lucas e à corrupção dos adolescentes envolvidos no crime. O julgamento de Danilo Anunciato e Pedro Henrique Ferreira também ocorrerá nesta terça-feira, mas em outra unidade.

A defesa de Ana Cláudia buscou inicialmente a absolvição sumária e, alternativamente, a impronúncia, além da desclassificação da conduta para um crime que não seria de competência do Tribunal do Júri. Durante o processo, a ré chegou a ter a prisão preventiva decretada, mas posteriormente foi liberada para cumprir prisão domiciliar.

No transcorrer da instrução, testemunhas e envolvidos no caso foram ouvidos, assim como agentes da Polícia Civil. Ana Cláudia também foi interrogada em juízo. A mulher ficou conhecida no Distrito Federal após fugir da 8ª Delegacia de Polícia (Estrutural), onde estava sob custódia. Ela conseguiu se soltar das algemas e deixou a delegacia sem ser notada pelos policiais.

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