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Ministro do STF se declara suspeito em julgamento que envolve MORAES e VORCARO

O ministro Dias Toffoli do STF se declarou suspeito para participar do julgamento relacionado a Alexandre de MORAES e Daniel VORCARO, fundador do Banco...

Na manhã desta terça-feira (15.set.2026), o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), anunciou sua suspeição para participar do julgamento que discute a abertura de uma investigação contra o ministro Alexandre de MORAES. O caso está relacionado a Daniel VORCARO, fundador do Banco Master, que é investigado por sua suposta liderança na maior fraude ao Sistema Financeiro Nacional.

Em sua declaração, Toffoli ressaltou que sua decisão não decorre de se sentir impedido, mas visa preservar a integridade da Corte e evitar especulações. Ele afirmou que permanecerá no plenário para acompanhar o andamento do julgamento e poderá se manifestar se julgar necessário.

A declaração de suspeição de Toffoli ocorreu após o presidente do STF, Edson Fachin, perguntar se algum integrante da Corte desejava se declarar impedido ou suspeito. O ministro Kassio Nunes Marques também optou por se declarar impedido nesse contexto.

O julgamento começou após o relator das investigações, André Mendonça, divulgar um relatório da Polícia Federal que aponta uma relação entre MORAES e VORCARO. Este relatório indica que VORCARO teria solicitado uma interferência do ministro nas investigações, antes de sua prisão, ocorrida em 17 de novembro de 2025. Além disso, o documento menciona contratos significativos entre o Banco Master e o escritório de advocacia da esposa de MORAES, Viviane Barci de MORAES.

Antes de permitir o prosseguimento das investigações, Mendonça decidiu remeter o caso ao plenário do STF, onde os ministros devem deliberar se a Polícia Federal poderá continuar com as apurações. Em uma manifestação anterior, a Procuradoria Geral da República argumentou que o procedimento da PF era inválido por não ter solicitado autorização do Ministério Público ou iniciado a investigação por conta própria. Para que uma investigação envolvendo um ministro do STF ocorra, é necessária a autorização do plenário da Corte.

Alexandre de MORAES, por sua vez, busca investigar André Mendonça por abuso de autoridade e improbidade administrativa, um procedimento que foi inicialmente instaurado no inquérito das fake news. O presidente do Tribunal, Edson Fachin, assumiu a relatoria desse caso.

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