A Polícia Federal (PF) iniciou, nesta sexta-feira (18/9), uma operação destinada a investigar a violação de sigilo funcional, a obstrução de investigações de organização criminosa e a fraude processual. A ação foi motivada por indícios de que informações relativas à Operação Reduto, realizada em julho, foram divulgadas a alvos na véspera do cumprimento das ordens judiciais.
A operação, que conta com a colaboração do Ministério Público do Estado de Rondônia (MPRO/Gaeco), abrange 11 mandados de busca e apreensão, tendo como localidades Porto Velho (RO) e Ariquemes (RO). Os mandados foram expedidos pelo Tribunal de Justiça do Estado de Rondônia.
As investigações sobre o vazamento tiveram início em julho de 2026, após a descoberta de que dados protegidos por segredo de Justiça a respeito da Operação Reduto chegaram ao conhecimento de indivíduos investigados antes das ações policiais. Essa operação visava desarticular um suposto esquema de “rachadinha”, envolvendo fraudes em licitações, peculato, lavagem de dinheiro e associação criminosa.
Em decorrência da Operação Reduto, o Tribunal de Justiça de Rondônia (TJRO) determinou o afastamento de 11 servidores públicos e o bloqueio de R$ 9 milhões em bens e valores. A gravidade da situação levou as autoridades a aprofundarem as investigações sobre o vazamento e as manobras de obstrução da Justiça.
Durante as investigações, foi identificado que os alvos da operação tentaram dificultar o trabalho das autoridades, realizando ações como desocupação rápida de residências, ocultação e substituição de celulares, além de transportar equipamentos de internet via satélite e tentar registrar hospedagens em nome de terceiros para evitar a identificação.
As medidas executadas nesta nova fase da operação têm como objetivo traçar a origem do vazamento e a cadeia de transmissão das informações sigilosas, além de coletar elementos probatórios que sustentem a investigação em andamento.