O planejamento de uma viagem envolve diversas escolhas, como a definição do período ideal, a busca por passagens e hospedagens, a elaboração de roteiros e a organização financeira. Nesse contexto, a inteligência artificial (IA) se apresenta como uma ferramenta valiosa, facilitando e agilizando esse processo.
Com o uso de tecnologias baseadas em IA, os viajantes podem obter sugestões de destinos, elaborar roteiros personalizados, descobrir atrações e até organizar todas as informações referentes à viagem em um curto espaço de tempo. A pergunta que surge é: como utilizar essa inovação para planejar férias de maneira mais eficiente?
Alessandro Silveira, Chief Transformation and Customer Experience Officer (CTCXO) da Biosfera Copastur, uma agência com 360 graus de atuação e mais de 50 anos de experiência em viagens corporativas e de lazer, ressalta que a principal transformação proporcionada pela tecnologia é a sua capacidade de ir além da simples apresentação de opções, participando ativamente do processo decisório.
Em vez de acessar vários sites para pesquisar sobre destinos, passagens, hospedagens e atrações, o viajante pode apenas descrever suas preferências e receber uma combinação de alternativas. "A IA diminui o esforço na pesquisa e torna o planejamento mais ágil e personalizado. Estamos caminhando para um cenário em que não será necessário saber exatamente onde clicar ou qual ferramenta utilizar. O usuário apenas informa o que necessita, e a tecnologia se encarrega de organizar as opções disponíveis", explica Silveira.
A otimização do tempo é outro benefício observado. De acordo com Silveira, a tecnologia pode assumir parte das tarefas de organização, permitindo que o viajante tenha mais tempo para aproveitar a experiência. A IA é capaz de cruzar informações como distâncias, horários, disponibilidade e tempo de deslocamento, contribuindo para a elaboração de roteiros mais eficientes. Em situações imprevistas, a agilidade em reunir as informações necessárias para a tomada de decisões é um grande diferencial.
Entretanto, o especialista adverte sobre a importância de ter cautela com as recomendações geradas pela inteligência artificial. Um dos principais cuidados é não confundir rapidez com precisão. A IA pode processar uma grande quantidade de dados em pouco tempo, mas as respostas devem ser analisadas dentro do contexto específico da viagem. Aspectos como documentação, segurança, regras de entrada em países, condições de reservas e políticas de fornecedores precisam ser confirmados.