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Incêndios florestais no Distrito Federal aumentam em época de seca

O Distrito Federal enfrenta um aumento significativo nos incêndios florestais durante a estiagem, com 95% das ocorrências atribuídas a ações humanas. O Corpo de...

O período de estiagem tem afetado diversas regiões do Brasil, especialmente o Distrito Federal, onde a umidade relativa do ar está abaixo dos 30% e as temperaturas se elevam. Este cenário tem contribuído para o aumento dos incêndios florestais em áreas com vegetação seca, onde o fogo se propaga com maior rapidez. Os meses de agosto e setembro são particularmente críticos para a ocorrência de incêndios na região.

Na primeira quinzena de agosto, o Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal registrou 1.012 ocorrências de incêndios florestais durante a Operação Verde Vivo. Em comparação, em junho foram 554 incidentes e em julho o número subiu para 1.096. O incêndio mais recente ocorreu em 16 de agosto, atingindo uma vasta área no Parque do Tororó, e foi controlado na madrugada de 17 de agosto. No mesmo dia, os bombeiros atenderam a aproximadamente 84 casos de queimadas, evidenciando a gravidade da situação para as próximas semanas, que são tradicionalmente as mais severas da estação seca.

Especialistas afirmam que 95% dos incêndios florestais têm origem em ações humanas, as quais poderiam ser evitadas. Atitudes como descartar bitucas de cigarro na vegetação ou realizar queimadas de pasto ou lixo em áreas verdes podem resultar em incêndios devastadores. A prática de provocar queimadas é considerada crime, sujeita a penalidades como multas e prisão. A denúncia de tais atos pode ser realizada pelo número de emergência 193.

Essa conduta é enquadrada na Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/1998), que prevê penas de reclusão de dois a quatro anos, além de multa, para quem provocar incêndios em áreas de mata ou vegetação. O artigo 54 da mesma lei aborda a poluição que pode causar danos à saúde ou ao meio ambiente. Embora essa proibição seja válida durante todo o ano, o risco aumenta consideravelmente na época da seca, quando a vegetação perde umidade e se torna altamente inflamável.

Incêndios anteriores na região destacam a gravidade do problema. Em setembro de 2019, um incêndio no Parque Ecológico de Águas Claras destruiu buritis com mais de 300 anos, consumindo mais de 5 mil metros quadrados. Em agosto de 2020, um incêndio em um núcleo rural de Planaltina demandou 72 horas de trabalho dos brigadistas e bombeiros para ser controlado e causou a destruição de três casas e 40 mil metros de plantações. Já em setembro de 2022, um incêndio no Parque Nacional de Brasília afetou uma área equivalente a 14 mil campos de futebol.

As consequências dos incêndios não se limitam à vegetação. Animais silvestres também são impactados, enfrentando morte, ferimentos, perda de abrigo e alimento, e dificuldades de sobrevivência após as chamas.

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