A batata é um dos vegetais mais versáteis, podendo ser consumida de diversas maneiras, como cozida, assada, frita, gratinada ou em purê. Em entrevista à coluna Claudia Meireles, a nutricionista Thays Pomini, com atuação em São Paulo (SP), analisa a influência desse alimento nos níveis de açúcar no sangue, especificamente a glicemia.
Thays Pomini, que possui especialização em nutrição estética e esportiva, destaca que a batata é predominantemente uma fonte de amido, que o organismo transforma em glicose durante o processo digestivo. Esse carboidrato complexo é rapidamente digerido, o que pode levar a um aumento considerável nos níveis de glicose no sangue.
Um ponto importante abordado pela nutricionista é que o modo de preparo da batata pode afetar sua qualidade nutricional. Ela ressalta que a fritura e o uso excessivo de manteiga podem agravar os efeitos do consumo desse vegetal. "A batata apresenta um alto índice glicêmico, seja consumida cozida, assada ou em purê, elevando a glicose de maneira similar ao que ocorre com o arroz branco e o pão branco", explica.
Entretanto, Thays enfatiza que isso não significa que a batata seja prejudicial à saúde. O impacto do seu consumo está muito mais relacionado ao contexto em que é consumida, incluindo a quantidade e os acompanhamentos. Para indivíduos saudáveis e ativos, a batata pode ser parte de uma dieta equilibrada. Em contrapartida, pessoas com diabetes, pré-diabetes ou resistência à insulina devem estar mais atentas à porção e à composição do prato.
Além de ser uma fonte de amido, a batata também é rica em potássio, mineral essencial para a regulação da pressão arterial, e oferece magnésio, fibras, bem como vitaminas B6 e C. A nutricionista também menciona que a batata contém compostos antioxidantes, com as variedades roxas apresentando níveis elevados de antocianinas, pigmentos encontrados em frutas vermelhas.
Por ser pobre em gordura e ter um alto poder de saciedade, a batata cozida possui menos calorias do que muitas pessoas acreditam. O problema, , geralmente reside na forma de preparo, como frituras ou adição excessiva de manteiga, creme de leite e queijo, e não no próprio vegetal.