O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, manifestou sua oposição ao bolsonarismo, afirmando que esse movimento político deseja que a população se endivide por meio das apostas. A declaração foi feita em uma entrevista concedida no dia 30 de setembro de 2026 aos influenciadores Ricardo Mello, Bárbara Carine, Lauany Schultz e Normose.
No dia 25 de setembro, Lula assinou uma medida provisória que proíbe as apostas online no Brasil, abrangendo tanto os cassinos virtuais conhecidos como “Tigrinho” quanto as plataformas que oferecem apostas em eventos esportivos, como o futebol. Essa ação reflete a posição pública do presidente, que já se mostrava contrário a essas práticas antes da formalização da proibição.
Em uma reunião ocorrida em 13 de setembro, Lula se encontrou com pessoas que se consideram vítimas das apostas online no Palácio da Alvorada. Trechos desse encontro foram utilizados em uma campanha eleitoral que associa jogos de azar ao ex-presidente Jair Bolsonaro, do PL.
Durante a entrevista, Lula enfatizou que a maioria da população deseja o fim das apostas, mencionando que apenas os viciados e influenciadores que se beneficiam desse setor não apoiam a proibição. Ele afirmou: “Só não quer o viciado e o influencer que vive por conta disso”.
O presidente também compartilhou uma experiência pessoal, revelando que deu R$ 24.000 a um amigo que era viciado em apostas online, que alegou ter perdido dinheiro em um negócio que não existia. Lula já havia comentado sobre essa situação em um evento de campanha realizado em São Paulo.
Além disso, o presidente relatou que uma de suas assessoras desenvolveu um vício em jogos de azar, mencionando como esse comportamento pode afetar a vida das pessoas. “A pessoa vende o carro, vende tudo que tem. As pessoas começam a mentir. Essa menina se trancava de noite no banheiro, ligava o chuveiro para o marido dela pensar que ela estava tomando banho para ela ficar jogando”, contou Lula, destacando os impactos negativos das apostas na vida pessoal e financeira dos envolvidos.