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Desafios do governador Dr. Furlan para potencializar Amapá na exploração de petróleo

Com 62,75% dos votos no 1º turno, Dr. Furlan assume o GOVERNO do Amapá em um momento crucial, com a expectativa de que o...

O governador eleito do Amapá, Dr. Furlan (PSD), recebeu 62,75% dos votos no primeiro turno e agora enfrenta o desafio de liderar um Estado que se prepara para se tornar a principal fronteira do petróleo no Brasil nas próximas décadas. A descoberta de petróleo pela Petrobras em agosto na Margem Equatorial, localizada a 175 quilômetros da costa amapaense, pode oferecer ao Amapá uma nova posição de destaque na economia nacional. Embora a viabilidade comercial da área ainda esteja sendo confirmada pela Petrobras, a expectativa é que o Estado inicie a produção de petróleo nos próximos sete anos.

A Margem Equatorial é considerada pelo GOVERNO federal e pela Petrobras como uma alternativa fundamental para manter a produção nacional de petróleo e reabastecer as reservas do pré-sal, que, segundo previsões da estatal, devem começar a declinar a partir de 2034. Estimativas apontam que a Margem Equatorial brasileira possui um potencial produtivo de pelo menos 41 bilhões de barris de petróleo, o que poderia garantir um século adicional de produção em território brasileiro.

Enquanto Brasil e o mundo aguardam a confirmação da exploração na região, o Amapá se organiza para receber investimentos e empresas que formarão a nova indústria de óleo e gás. O histórico mostra que municípios que se tornaram centros de exploração petrolífera experimentaram transformações rápidas em suas economias, enriquecendo com bilhões de reais oriundos de royalties e participações especiais.

Exemplos como os de Maricá e Macaé, no Rio de Janeiro, ilustram essas mudanças. Maricá, em especial, ganhou destaque por financiar políticas públicas voltadas para inclusão social e transferência de renda, impulsionadas pela arrecadação proveniente da exploração do pré-sal, resultando em um crescimento significativo no seu PIB nos últimos anos. Macaé, por sua vez, firmou-se como a principal base de logística e infraestrutura para a exploração de petróleo offshore na região.

O plano de Dr. Furlan inclui ainda a criação de um programa estadual de integração, que visa retomar e concluir obras paralisadas, além de revitalizar pontes e terminais hidroviários. O Programa de Retomada de Obras do Amapá terá um investimento inicial de R$ 40 milhões destinado a destravar investimentos e acelerar a execução de projetos estruturantes em todos os 16 municípios do Estado. Esses recursos estarão disponíveis já no primeiro ano de GOVERNO, em 2027.

Outro objetivo do novo governador é trabalhar em conjunto com o GOVERNO federal e a bancada do Amapá no Congresso para implementar uma Zona de Processamento de Exportação (ZPE), iniciando estudos técnicos e a estruturação do projeto que apoiará a industrialização, as exportações e a cadeia logística de petróleo e gás.

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