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Possível Restauração da Dinastia Bolsonaro nas Eleições de 2026

A vitória de Flávio Bolsonaro nas eleições de 2026 pode marcar o retorno da família ao poder, com planos de sucessão que envolvem Jair...

Se as urnas confirmarem a vitória de Flávio Bolsonaro nas eleições presidenciais do dia 25, o Brasil poderá vivenciar uma espécie de versão tropical da restauração de uma dinastia. Isso traria à tona um paralelo com a história francesa, onde o retorno da família ao poder foi marcado por eventos significativos.

A Revolução Francesa, que teve início em 1792, resultou na queda do rei Luís XVI, que foi executado no ano seguinte. Essa revolução foi um marco na luta contra os privilégios da aristocracia, culminando em um período de terror e na formação da Primeira República Francesa. Em 1804, Napoleão Bonaparte proclamou o primeiro império francês, mas essa fase não perdurou por muito tempo. Após uma década de guerras, a Restauração trouxe Luís XVIII de volta ao trono, embora sob a imposição de uma nova constituição.

No Brasil, a monarquia não existe, mas o sobrenome Bolsonaro pode se tornar sinônimo de uma dinastia no contexto republicano. Já existem planos que vão além do mandato de quatro anos que Flávio ainda não conquistou, indicando um desejo de perpetuação do poder familiar. O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, manifestou entusiasmo com a possibilidade de que Jair Bolsonaro se torne o sucessor de Flávio nas eleições de 2030.

Costa Neto expressou sua confiança na candidatura de Jair, afirmando que “o povo vai querer Jair Bolsonaro”. Essa declaração ajuda a entender a promessa de Flávio de não buscar a reeleição em 2030, uma estratégia que poderia atrair o apoio do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, que também é pré-candidato ao Palácio do Planalto.

Entretanto, essa situação sugere que Flávio, como senador, poderia manter o poder na família durante quatro anos, até que seu pai, Jair Bolsonaro, estivesse pronto para concorrer novamente, mesmo após ter sido condenado por tentativa de golpe de Estado.

Jair Bolsonaro, durante seu mandato, costumava afirmar que deixaria o Palácio do Planalto “bem lá na frente”, o que indicava suas ambições em relação a reeleições. A interpretação do último domingo foi de uma vitória significativa da extrema direita, mas também pode representar o primeiro passo rumo à Restauração Bolsonaro.

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