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Jéssica Castro se torna a primeira detenta a votar na Papuda durante as eleições

A advogada Jéssica Castro, conhecida como 'advogata do tráfico', é a primeira detenta a votar na zona eleitoral do Complexo Penitenciário da Papuda. A...

No último domingo (4/10), a advogada Jéssica Castro de Carvalho, de 30 anos, conhecida no meio policial como a "advogata do tráfico", fez história ao se tornar a primeira detenta a exercer seu direito de voto na zona eleitoral instalada no Complexo Penitenciário da Papuda. A votação ocorreu em um contexto em que medidas cautelares e prisões preventivas marcaram o dia, refletindo o exercício da cidadania mesmo entre os detentos.

Jéssica, que se encontra custodiada no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como "Papudinha", votou nas primeiras horas da manhã, sob um robusto esquema de segurança montado pela Polícia Penal e pela Justiça Eleitoral. Após sua votação, o banqueiro Daniel Vorcaro também utilizou a mesma seção adaptada para internos provisórios que ainda mantêm seus direitos políticos ativos.

A passagem de Jéssica e Daniel pela urna eletrônica simbolizou o cumprimento das regras eleitorais aplicáveis a presos que ainda não possuem condenação transitada em julgado. A advogada, que até então era vista como uma profissional bem-sucedida e atleta, teve sua trajetória marcada por uma reviravolta significativa desde sua prisão em flagrante em 13 de novembro do ano passado.

Na ocasião, Jéssica foi abordada por policiais militares do 20º Batalhão e do Patamo na região do Paranoá. Durante a abordagem, foram encontrados em seu veículo um conjunto de armas e entorpecentes. A advogada, conhecida por sua presença ativa nas redes sociais, onde cultivava uma imagem de sucesso com mais de 1.500 seguidores, teve sua vida pessoal e profissional exposta em um contraste drástico com as investigações que a ligam ao crime organizado.

A apuração das forças de segurança aponta que Jéssica não apenas transportava ilícitos, mas também é considerada aliada de um membro do Comboio do Cão (CDC), uma facção criminosa notória no Distrito Federal, envolvida em homicídios, tráfico de armas e controle de pontos de venda de drogas. Atualmente, a Polícia Civil do DF continua a investigação para determinar se a advogada utilizava sua posição para facilitar a comunicação e o fluxo de materiais ilícitos para a organização criminosa, tanto dentro quanto fora das instituições prisionais.

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