No dia 11 de outubro de 2026, o corregedor-geral eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cuêva, decidiu reverter a determinação do presidente da Corte, Kassio Nunes Marques, que havia suspendido o canal. A reativação foi solicitada após a análise do setor de combate à desinformação do TSE, que avaliou mensagens e vídeos publicados no canal, a pedido de Nunes Marques.
A análise técnica do TSE, realizada entre os dias 2 e 11 de outubro de 2026, afirmou que não foram encontradas reproduções das alegações examinadas nos autos entre as publicações do canal. O relatório indicou que, apesar da ausência de fake news, foram notadas algumas ressalvas sobre os conteúdos postados pelo deputado federal André Janones (Rede-MG).
A perícia observou uma “atuação coordenada” para a disseminação de certas mensagens. Além disso, o documento destacou o uso frequente de uma linguagem polarizadora nas postagens, que pode criar uma lógica de confronto, contrariando o espírito democrático que deve prevalecer durante as eleições.
Essas conclusões sobre o canal “Exército do Lula” surgem em um momento de intenso debate político no Brasil, com a Justiça Eleitoral sendo constantemente desafiada a monitorar e regular o fluxo de informações durante o período eleitoral. A situação evidencia a necessidade de um equilíbrio entre a liberdade de expressão e a prevenção da desinformação que possa impactar o processo eleitoral.