A Shell registrou lucro líquido de US$ 10,8 bilhões no terceiro trimestre de 2026, quase o dobro dos US$ 5,43 bilhões obtidos no mesmo período do ano anterior. O resultado, o maior da petroleira desde 2022, foi divulgado pela empresa nesta quinta-feira (29.out.2026).
O desempenho foi sustentado pela alta da margem de refino, que atingiu US$ 42 por barril, recorde histórico. Um ano antes, o indicador era de US$ 11,6, e no trimestre imediatamente anterior, de US$ 24. Segundo a companhia, as interrupções nas atividades de refino decorrentes dos conflitos no Oriente Médio, já em seu nono mês, e entre Rússia e Ucrânia contribuíram para o cenário.
Com o caixa reforçado, a Shell elevou seu programa de recompra de ações de US$ 3 bilhões para US$ 5 bilhões, o segundo maior valor já anunciado pela empresa, atrás apenas dos US$ 6 bilhões do segundo trimestre de 2022, quando eclodiu a guerra entre Rússia e Ucrânia. A operação, conhecida como buyback, ocorre quando a companhia usa recursos próprios para adquirir papéis emitidos por ela e negociados em bolsa, reduzindo o número de ações em circulação e elevando o lucro por ação.
O Fluxo de Caixa das Operações da Shell somou US$ 21,04 bilhões no trimestre, ou US$ 21,7 bilhões ao desconsiderar as variações do capital de giro, apesar das interrupções operacionais no Oriente Médio. O Ebitda (Lucro Antes de Juros, Impostos, Depreciação e Amortização) ficou em US$ 22,7 bilhões.
A petroquímica foi o segmento de maior rentabilidade, com lucro ajustado de US$ 3,85 bilhões. O negócio de gás integrado gerou lucro ajustado de US$ 3,03 bilhões, favorecido por preços mais altos de gás natural e GNL (Gás Natural Liquefeito). A produção alcançou 772 kboe/d (mil barris de óleo equivalente por dia), e as vendas de GNL totalizaram 19,3 milhões de toneladas.