O Conselho Nacional de Justiça contabilizou 945.015 casos de violência doméstica entre janeiro e setembro de 2026, conforme o painel de violência contra a mulher do DataJud, a Base Nacional de Dados do Poder Judiciário. O volume registrado em apenas nove meses já é superior aos totais anuais observados de 2020 a 2023.
A série anual mostra crescimento contínuo: em 2020 foram 597.824 casos; em 2021, 692.620; em 2022, 755.098; em 2023, 916.790; em 2024, 1.014.792; e em 2025, 1.133.894. O patamar de 2026, mesmo incompleto, já supera os três primeiros anos da série e se aproxima dos totais mais recentes.
O DataJud considera lesão cometida em razão da condição de mulher, violência psicológica e crimes previstos na lei Maria da Penha, entre outras tipificações. Processos enquadrados como feminicídio, definido como assassinato de mulheres por razões de violência doméstica e familiar ou menosprezo e discriminação à condição de mulher, não entram nessa base.
O total de 2026 é recorde para o período de nove meses. Nos anos de 2024 e 2025, únicos com totais anuais acima do valor parcial deste ano, os registros nos primeiros nove meses foram menores: 755.126 e 842.927, respectivamente.
São Paulo lidera o ranking estadual, com 158.178 casos até 30 de setembro de 2026. O Paraná aparece em segundo lugar, com 94.690 registros, e Minas Gerais ocupa a terceira posição, com 83.762 casos.