Quatro policiais militares foram afastados de suas funções operacionais neste domingo (11/10) em São Paulo, após estarem envolvidos na morte de Gustavo Munis de Santana, um jovem de 20 anos. Gustavo foi encontrado sem vida com 27 tiros em Moema, na Zona Sul da cidade.
De acordo com o Boletim de Ocorrência, os policiais realizaram 45 disparos contra o jovem, que estava sendo abordado após uma denúncia de tentativa de suicídio. A ocorrência foi registrada às 2h35, onde familiares relataram que Gustavo fazia uso de antidepressivos desde o ano anterior e morava com a mãe e as irmãs. O boletim menciona que ele era descrito como “toxicômano”, embora não tenha especificado as substâncias consumidas.
No momento da abordagem, os policiais encontraram Gustavo sobre uma passarela na Avenida Moreira Guimarães. Segundo o relato dos agentes, ele estava em uma “postura ameaçadora”, colocando a mão na cintura. O jovem teria corrido em direção à Alameda dos Guaramomis, onde se abrigou ao lado de um imóvel, no número 1.285.
Outras três viaturas foram enviadas ao local, totalizando a participação de oito policiais na ação. Os agentes afirmaram que Gustavo saiu da área escura onde estava e estendeu os braços em direção a eles, segurando um objeto que, posteriormente, foi identificado como um celular. Nesse momento, um dos policiais disparou 14 vezes contra o jovem.
A equipe do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) foi acionada para investigar a situação e recolheu as câmeras corporais dos policiais envolvidos na abordagem. As gravações foram analisadas, e o B.O. relata que foi possível observar Gustavo saindo de uma área escura e estendendo os braços, apontando algo em direção à rua.
Além das câmeras corporais, a equipe também localizou outras câmeras de vigilância na área e coletou informações de testemunhas. O Boletim de Ocorrência registrou que Gustavo não possuía antecedentes criminais e o caso foi classificado como resistência e homicídio, resultante de uma intervenção policial.