O assessor de comunicação da Casa Branca, Jason Miller, teria providenciado o jato particular usado por Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para deixar o Brasil e entrar nos Estados Unidos após a derrota na eleição presidencial. A informação foi publicada pelo jornal The New York Times.
, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), autorizou a entrada temporária de Flávio e de seus familiares no país. O senador teria recebido autorização de permanência pelo mecanismo conhecido como parole, concedido em situações humanitárias urgentes ou de benefício público significativo. Uma autoridade norte-americana afirmou que Flávio poderá solicitar residência permanente (green card) posteriormente.
A Polícia Federal informou não ter registro oficial da saída de Flávio do Brasil e investiga as circunstâncias da viagem e o possível descumprimento de determinações judiciais. O pedido de apreensão do passaporte do senador foi expedido pela PF apenas 7 minutos depois de o Tribunal Superior Eleitoral declarar o resultado da eleição presidencial, às 21h09 de 25 de outubro de 2026.
O vencedor do pleito foi Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com 64.256.232 votos (51,79%), contra 59.826.041 votos (48,21%) de Flávio. O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, autorizou o pedido da PF para apreender os documentos do senador e proibi-lo de sair do país.
Na quarta-feira (28.out), Flávio divulgou uma carta em que afirmou ser alvo de perseguição política e agradeceu a Trump e ao presidente argentino Javier Milei. Inicialmente, declarou-se o "verdadeiro presidente eleito do Brasil", mas depois substituiu a expressão por "líder do Brasil". Flávio, sua mulher e as duas filhas adolescentes do casal deixaram o Brasil por se sentirem ameaçados por eventuais decisões de Moraes.