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Ataque em aeroporto na Arábia Saudita resulta em 12 mortos e 309 feridos

Um ataque atribuído aos houthis ao Aeroporto de Riad, na Arábia Saudita, deixou pelo menos 12 mortos e 309 feridos, sendo o mais mortal...
Getty Images

Neste sábado, um ataque ao aeroporto internacional de Riad, na Arábia Saudita, resultou em pelo menos 12 mortos e 309 feridos. Este incidente marca o ataque mais letal registrado em qualquer país árabe do Golfo desde o início da guerra no Irã. O grupo houthis, que tem vínculos com o Irã, é apontado como responsável, embora ainda não tenha se manifestado sobre o ocorrido.

A coalizão militar liderada pela Arábia Saudita, que apoia o governo reconhecido internacionalmente do Iêmen, acusou os combatentes houthis de perpetrar um "crime de guerra" e prometeu uma resposta firme. O ataque ocorreu logo após a coalizão anunciar uma "operação em grande escala" contra os houthis, em resposta a ataques no noroeste do Iêmen.

O porta-voz da coalizão, Turki al-Maliki, utilizou a rede social X para informar que operações em grande escala estavam sendo realizadas para neutralizar as capacidades dos houthis. Ele também mencionou que 136 alvos militares do grupo haviam sido destruídos como parte dessa operação, destacando o compromisso em desmantelar a rede de mísseis balísticos dos houthis e o suporte contínuo às Forças Armadas do Iêmen.

De acordo com uma fonte diplomática, o Aeroporto de Riad foi atingido por um míssil lançado pelos rebeldes houthis por volta das 15h, horário local (13h em Lisboa). A fonte enfatizou que os houthis têm atacado alvos civis, e o aeroporto se qualifica como tal. As operações no aeroporto foram suspensas temporariamente para avaliação dos danos e verificação da segurança.

Após o ataque, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, expressou a possibilidade de se unir à ofensiva saudita contra os houthis. Esse ataque ocorre em um contexto de crescente tensão na região, com os houthis tendo ampliado seu controle sobre áreas significativas do Mar Vermelho e do estreito de Bab el-Mandeb.

A passagem estratégica que permite o acesso ao Canal de Suez tem sido uma alternativa ao estreito de Ormuz, que está sob bloqueio do Irã desde o início das ofensivas dos Estados Unidos e de Israel contra a República Islâmica, em 28 de fevereiro. Desde o colapso da frágil trégua acordada em 2022, a situação no Iêmen se agravou, com os houthis desafiando o controle da Arábia Saudita sobre o espaço aéreo do país.

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