O Prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), informou que o atraso na saída de ônibus na capital baiana neste domingo (25/10), dia do segundo turno das eleições presidenciais, ocorreu após sindicalistas colarem adesivos do PT nos veículos. De acordo com Reis, a ação teria acontecido nas garagens no início da manhã.
Segundo o prefeito, o dono da empresa teria decidido impedir a saída da frota porque a situação poderia ser configurada como crime eleitoral. "De manhã cedo, os sindicalistas foram para lá e adesivaram os ônibus com adesivo do PT. O dono da empresa disse que os ônibus não iam sair, porque era crime, e acabou atrasando. Mas já está tudo rodando regular", declarou Reis.
O prefeito afirmou que sempre assegurou transporte coletivo gratuito em dias de eleição, antes mesmo de a gratuidade ser determinada pela Justiça. Na avaliação dele, o problema foi criado pelos próprios petistas para gerar um "fato político". "Foi um problema no início da manhã causado por eles mesmos, para terem discurso, ir para Justiça e ter fato político", disse.
Mais cedo, Bruno Reis saiu em defesa do secretário de Mobilidade da capital baiana, Pablo Souza, que teve a prisão decretada na tarde do domingo devido ao problema no transporte coletivo. O prefeito declarou que o secretário está na França para um evento oficial a convite do presidente francês, Emmanuel Macron, e que o retorno ao Brasil está previsto para a segunda-feira (26/10).
Reis contou que os advogados da prefeitura devem entrar com um pedido de habeas corpus em favor do secretário para evitar a prisão quando desembarcar no Brasil. "É um cara super preparado", defendeu. Pablo Souza teve a prisão decretada pelo presidente do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA), Maurício Kertzman, após relatos da falta de ônibus na capital baiana no domingo do segundo turno.