Um grupo composto por ex-ministros, economistas, empresários e juristas enviou no último domingo (13/9) uma carta em apoio ao ministro Edson Fachin, que é o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF). No documento, os signatários expressam "integral apoio" às iniciativas de Fachin voltadas para a preservação da autoridade da corte, além de enfatizar a necessidade de uma apuração rigorosa e imparcial das graves acusações que surgiram recentemente.
A mensagem ressalta que o STF não deve permitir que sua jurisdição seja influenciada por interesses de natureza pessoal, política ou econômica que possam ameaçar a democracia constitucional do país. A carta conta com 198 assinaturas, incluindo ex-ministros que atuaram nos governos de Fernando Henrique Cardoso, Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff. Entre os signatários estão Pedro Malan, José Carlos Dias e Miguel Reale Jr. (todos vinculados a FHC), Paulo Vannuchi (do governo Lula) e José Eduardo Cardozo (do governo Dilma).
Os autores do documento também destacam a importância de garantir ampla transparência durante as investigações e na sessão plenária agendada para a próxima terça-feira (15/9), que avaliará a situação do ministro Alexandre de Moraes. Essa avaliação ocorre em meio à divulgação de supostas mensagens trocadas entre Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master.
A carta adverte que o país enfrenta uma das crises mais graves na história do STF e, por consequência, uma das mais severas em sua trajetória republicana. Os signatários afirmam que a apuração dos fatos e a responsabilização de quem eventualmente violou a lei e a dignidade de seus cargos são cruciais para restaurar a confiança nas instituições e preservar a democracia.
O documento conclui enfatizando que a situação atual demanda um compromisso coletivo para enfrentar os desafios e garantir a integridade das instituições brasileiras, que são fundamentais para a manutenção do estado democrático de direito.