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Cenipa aponta falhas e mau tempo em queda de helicóptero que matou Rick Sollo

Relatório preliminar do Cenipa indica histórico de falhas na aeronave e condições meteorológicas adversas no acidente que matou o cantor Rick Sollo e outras...

O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) divulgou nesta quinta-feira (22/10) um relatório preliminar sobre a queda do helicóptero que matou o cantor Rick Sollo, da dupla Rick e Renner, o empresário Bruno Avelar, o videomaker Paulo Soares, o piloto Antônio Roberto Nóbrega de Araújo e o copiloto Leopoldo Barros Teixeira, em 21 de setembro, no interior de Santa Catarina. O documento aponta que o mau tempo e um histórico de falhas na aeronave contribuíram para o acidente, mas a investigação segue em andamento e ainda não há conclusões definitivas.

De acordo com o Cenipa, o helicóptero Bell 430, matrícula PP-MGR, voava a 1.686 metros de altitude quando colidiu contra uma área de mata na encosta do Morro Convento dos Padres, no Parque Nacional de São Joaquim, em Urubici (SC). No momento da colisão, a região enfrentava uma frente fria, com alerta meteorológico, chuva forte, nuvens baixas, nevoeiro intenso e baixa visibilidade. A ocorrência foi classificada como CFIT (Voo Controlado Contra o Terreno), quando a aeronave em voo colide involuntariamente contra o relevo.

As investigações reuniram evidências como o roteiro de voo, informações meteorológicas, registros de radar, imagens de câmeras de segurança e vídeos de moradores, além de análise técnica dos equipamentos eletrônicos e depoimentos de testemunhas. O relatório também destaca relatos de falhas anteriores do helicóptero, como problemas nos geradores elétricos e desconexões involuntárias do piloto automático. O sistema CVR, conhecido como caixa preta, não tinha gravações do dia do acidente, apenas registros antigos de procedimentos de manutenção.

O Cenipa informou que o helicóptero tinha histórico de falhas intermitentes nos geradores elétricos, principalmente em situações de umidade, como voos sob chuva ou dentro de nuvens, e desconexões do piloto automático. Em março de 2026, a aeronave precisou fazer um pouso não programado em Ibiaçá, no Rio Grande do Sul, devido a uma forte vibração. Os investigadores ainda vão avaliar se essas condições técnicas podem ter sido determinantes para a queda, mas até o momento não há confirmação de que tenham contribuído diretamente.

Sobre a experiência dos pilotos, o relatório aponta que Antônio Roberto Nóbrega de Araújo acumulava mais de 11,3 mil horas de voo em helicópteros e tinha habilitação válida para voo por instrumentos. Já Leopoldo Barros Teixeira possuía licença de piloto comercial e 137 horas totais de voo, mas não tinha habilitação para voo por instrumentos. Segundo o documento, aquela era a primeira vez que ele operava a aeronave, tendo sido contratado para atuar exclusivamente naquele dia, em substituição ao copiloto que normalmente acompanhava os voos.

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