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Chico Pinheiro compartilha detalhes sobre tratamento do câncer de intestino

O jornalista Chico Pinheiro, em sua 11ª semana de quimioterapia, discute a importância do diagnóstico precoce e os tipos de tratamento disponíveis para o...

O jornalista Chico Pinheiro atualizou seus seguidores sobre seu tratamento contra o câncer de intestino, revelando que está na 11ª semana de quimioterapia. Sua situação destaca a relevância do diagnóstico precoce e as diversas opções de tratamento para essa doença. A oncologista Sabina Aleixo, que foi consultada, alertou para alguns sinais que devem ser considerados.

Sabina Aleixo ressaltou que os principais sinais de alerta incluem alterações persistentes no hábito intestinal, presença de sangue nas fezes, dor ou desconforto abdominal, anemia sem causa aparente, perda de peso e cansaço. O diagnóstico precoce é crucial, uma vez que, quando identificado em estágios iniciais, o câncer colorretal tem altas taxas de cura e frequentemente pode ser tratado com cirurgia.

A especialista detalhou que a escolha do tratamento varia conforme a localização e o estágio da doença. "A cirurgia é uma das principais opções para tumores localizados. A quimioterapia pode ser utilizada antes ou depois da cirurgia, ou, em casos metastáticos, para controlar a progressão da doença. A radioterapia é especialmente importante para tumores no reto. As terapias-alvo e a imunoterapia são indicadas em grupos específicos de pacientes, dependendo das características moleculares do tumor", explicou.

Sobre a duração da quimioterapia, a oncologista afirmou que não existe um período fixo aplicável a todos os pacientes. "A duração do tratamento depende do estágio da doença, do objetivo da terapia, do protocolo escolhido, da resposta do tumor e da tolerância do paciente à quimioterapia. No câncer colorretal, alguns dos esquemas mais utilizados são ciclos realizados a cada 15 dias", destacou.

A oncologista também comentou sobre as dificuldades que pacientes enfrentam para obter consultas especializadas, realizar colonoscopias, exames de estadiamento, cirurgias e acessar medicamentos ou iniciar a quimioterapia. Quando essas demoras ultrapassam os prazos legais ou comprometem o tratamento, o paciente pode buscar canais administrativos do SUS e, em certos casos, recorrer ao Judiciário.

Nos planos de saúde, a negativa de tratamentos também é passível de contestação. Caso um tratamento seja negado, é recomendado que o paciente solicite uma justificativa por escrito e reúna um relatório médico detalhado, incluindo prescrições, exames e evidências científicas que fundamentem a indicação e os protocolos de atendimento do plano. Com essa documentação, é possível registrar uma reclamação na ANS e recorrer ao Poder Judiciário para reverter a negativa.

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