No Brasil, em 2025, a força de trabalho ocupada alcançou 103,0 milhões de pessoas, das quais 19,5 milhões estavam empregadas no setor de comércio e na reparação de veículos. Essa cifra representa 18,9% do total de ocupados no país. As informações foram divulgadas na quarta-feira, 23 de setembro de 2026, pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) através da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio) Contínua, que fornece dados sobre as características do mercado de trabalho.
Do total de pessoas ocupadas, 69% eram empregados, enquanto 25,4% trabalhavam por conta própria. Além disso, 4,4% eram empregadores e 1,2% atuavam como trabalhadores familiares auxiliares. Esses números ajudam a entender a dinâmica do mercado de trabalho no Brasil e as diferentes formas de inserção dos trabalhadores.
Outro aspecto relevante abordado na pesquisa é a sindicalização da população ocupada. Em 2025, 8,8% dos trabalhadores estavam associados a sindicatos, o que representa uma leve queda de 0,1 ponto percentual em relação aos 8,9% registrados em 2024. Essa taxa de sindicalização também mostra uma diminuição significativa, caindo 7,3 pontos percentuais em comparação aos 16,1% de 2012.
Analisando os setores, o grupo de atividades que apresentou a maior taxa de associação a sindicatos foi o de agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura, com 14,7% dos trabalhadores sindicalizados. O setor de administração pública, defesa, seguridade social, educação e saúde ocupou o segundo lugar, com 14,6%. A indústria ficou em terceiro, com uma taxa de sindicalização de 11,4%.
Esses dados são essenciais para entender a evolução do mercado de trabalho e a participação dos trabalhadores nos processos de organização sindical, além de refletirem as condições econômicas e sociais enfrentadas pela população brasileira nos últimos anos.