Com a chegada do período eleitoral no Brasil, a disseminação de informações nas redes sociais e aplicativos de mensagens cresce consideravelmente. Este fenômeno é acompanhado pelo surgimento de conteúdos manipulados, como vídeos editados e imagens fora de contexto, que podem gerar confusão entre os eleitores.
No último domingo (16), teve início a corrida eleitoral, e as campanhas já estão em andamento. Silvia Santana, advogada e coordenadora do curso de Direito da Faculdade Pitágoras, destaca que a falta de informação é um desafio significativo, pois impacta o acesso a dados de qualidade e pode influenciar decisões com base em informações falsas ou incompletas. Para ela, o eleitor desempenha um papel crucial no combate à desinformação, e é fundamental que, antes de compartilhar qualquer conteúdo, dedique alguns minutos para verificar sua origem, evitando que as chamadas "fake news" se espalhem.
Com a relevância crescente das redes sociais nas disputas eleitorais desde 2018, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) implementou uma nova exigência. As grandes plataformas de tecnologia devem apresentar, até 16 de agosto, as medidas que adotarão para mitigar os riscos ao processo eleitoral no país. A advogada enfatiza a importância dessa iniciativa, considerando a influência desses canais na formação de opinião.
Para identificar uma notícia falsa, é necessário estar atento a alguns sinais, como títulos alarmistas ou sensacionalistas, mensagens sem autoria identificada, informações sem fontes indicadas, imagens antigas apresentadas como atuais e conteúdos que incentivam o compartilhamento imediato.
Antes de compartilhar qualquer informação, recomenda-se confirmar se ela foi publicada por veículos de comunicação confiáveis, consultar os canais oficiais da Justiça Eleitoral em caso de dúvidas sobre regras ou procedimentos, verificar a data da publicação e desconfiar de mensagens recebidas exclusivamente por aplicativos de conversa.
Além disso, o avanço da inteligência artificial trouxe novas preocupações. Essa tecnologia tem potencial para criar imagens, áudios e vídeos muito semelhantes aos reais, podendo ser utilizada para gerar conteúdos enganosos que aparentam ser autênticos. A conscientização sobre essas ferramentas é essencial para evitar a propagação de desinformação durante o período eleitoral.