O Corinthians não quitou os direitos de imagem referentes a setembro, com vencimento em 20 de outubro de 2026, e atingiu o terceiro mês consecutivo de atraso nessa remuneração ao elenco masculino. Esse é o maior período de inadimplência desse tipo registrado em 2026 sob a gestão do presidente Osmar Stabile.
Os direitos de imagem representam um custo mensal de aproximadamente R$ 10 milhões. Para os atletas mais bem remunerados, essa parcela pode equivaler a até 50% dos ganhos totais. Jogadores pagos integralmente pela CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) não recebem essa modalidade de remuneração.
Os salários registrados em carteira estão em dia, ainda que tenham sofrido atrasos ao longo do ano, que chegaram a uma semana. A diretoria também deve premiações referentes à Conmebol Libertadores e ao Campeonato Brasileiro. Os problemas nos pagamentos ao elenco começaram em maio e se tornaram recorrentes.
De janeiro a julho de 2026, o Corinthians registrou deficit de R$ 278,7 milhões, conforme o balancete de julho divulgado pelo clube. O resultado negativo ficou 258% acima do prejuízo de R$ 77,9 milhões previsto no orçamento para o período.
O clube está impedido de registrar novos jogadores desde 21 de maio, quando entrou em vigor o primeiro dos 3 transfer bans atualmente ativos. As punições decorrem de obrigações financeiras não cumpridas. As dívidas que motivaram as restrições somam cerca de R$ 21,5 milhões.