Em 2025, o Brasil contava com 1,8 milhão de trabalhadores que realizavam suas atividades principais através de plataformas digitais de serviços. As informações foram obtidas a partir da Pnad-Contínua – Trabalho por Meio de Plataformas Digitais 2025, reveladas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na última sexta-feira, 4 de setembro de 2026.
Dentre os profissionais que utilizavam aplicativos para prestar serviços, cerca de 1 milhão atuava no transporte particular de passageiros, enquanto 500 mil estavam envolvidos em serviços de entrega de alimentos. Além disso, 300 mil pessoas realizavam funções em plataformas voltadas à prestação de serviços gerais.
A análise dos dados indica que, em 2025, a maioria dos trabalhadores que utilizavam plataformas digitais era composta por homens, totalizando 84,4% do grupo. As mulheres, por sua vez, representavam apenas 15,6% do total de trabalhadores nesse segmento.
A faixa etária que apresentou maior participação entre os ocupados foi a de 25 a 39 anos, que correspondeu a 47% dos trabalhadores plataformizados. Em contrapartida, entre os não plataformizados, essa proporção foi de 37,4%. Os grupos etários mais jovens, com menos de 25 anos, e os mais velhos, com mais de 39 anos, mostraram participação inferior entre os trabalhadores que utilizavam plataformas digitais em comparação aos demais ocupados.
Em relação à remuneração, o rendimento médio mensal real para o trabalho principal foi estimado em R$ 3.148, um valor que se mostrou semelhante tanto para os trabalhadores que atuavam por meio de plataformas (R$ 3.147) quanto para aqueles que não utilizavam esses serviços (R$ 3.148).
No que diz respeito à carga horária, os trabalhadores plataformizados dedicavam, em média, 44,7 horas por semana ao seu trabalho principal, uma jornada 5,4 horas maior que a média dos demais ocupados, que era de 39,3 horas.