Davi Alcolumbre, presidente do Senado, manifestou apoio ao ministro Alexandre de Moraes nesta quarta-feira (2), em meio a uma crescente pressão de parlamentares que buscam o avanço de pedidos de impeachment contra o integrante do Supremo Tribunal Federal (STF). A defesa de Alcolumbre ocorreu durante uma sessão do Senado, onde ele enfrentou cobranças de membros da oposição.
Durante a sessão, Alcolumbre relatou estar recebendo “agressões” nos últimos dias e se comprometeu a abordar o tema no momento que considerar apropriado. Ele respondeu de forma contundente às acusações que recaem sobre Moraes. “Todo mundo esqueceu que pediram R$ 130 milhões para a mesma pessoa para fazer um filme. E agora o culpado sou eu e o ministro Alexandre de Moraes”, declarou Alcolumbre.
A afirmação do presidente do Senado fez referência a Flávio Bolsonaro, que buscou recursos com Daniel Vorcaro para a produção do filme Dark Horse, que narra a trajetória de Jair Bolsonaro. Embora o ex-controlador do Banco Master tenha financiado parte do projeto, o montante efetivamente repassado foi inferior aos R$ 130 milhões mencionados por Alcolumbre.
A pressão sobre Alcolumbre se intensificou após a divulgação do relatório da Polícia Federal, que incluiu mensagens de Vorcaro supostamente trocadas com Moraes. Em resposta, senadores apresentaram novos pedidos de impeachment e passaram a exigir uma decisão pública do presidente do Senado. Alcolumbre, por sua vez, afirmou que não há previsão para discutir o tema em pauta.
Aliados de Alcolumbre indicam que ele não pretende avançar com o impeachment neste momento e que deverá aguardar os desdobramentos dentro do próprio STF. A Corte deverá avaliar os elementos coletados pela Polícia Federal e discutir a validade do relatório após André Mendonça decidir levar o caso ao plenário.